'Durmo com esperança', diz vítima de diabete que espera transplante de rim - Diabetes, Vida e Comunidade

'Durmo com esperança', diz vítima de diabete que espera transplante de rim

27/09/2016 - G1 Globo


“É muito difícil, mas oro todos os dias”. É assim que Décio de Souza Barbosa, de São Carlos (SP), define a sua esperança em receber a doação de rim tão esperada para melhorar sua qualidade de vida. A Santa Casa municipal afirma que têm suporte para todos os tipos de transplantes, mas o número de doadores ainda é relativamente baixo.

O aposentado é diabético tipo II e, quando os rins pararam de funcionar, preferiu se tratar em casa. Décio Barbosa faz hemodiálise quatro vezes por dia durante cerca de 20 minutos, mas o corpo já não aguenta mais os tratamentos que são realizados diariamente.

“A insuficiência renal te dá fraqueza, o teu ferro baixa, você tem que ficar tomando remédio frequentemente por causa da anemia. De vez em quando eu caio no meio da rua e não tenho firmeza na perna para levantar, precisa depender dos outros para conseguir ajuda. “É muito difícil, mas oro todos os dias”, disse.

Em meio a isso resta a fé de que os pedidos serão atendidos. "A gente fica com aquela ansiedade esperando o telefone tocar. Quem passa por essa necessidade, sabe exatamente como é. Eu durmo com essa esperança de que um dia eu vou receber esse telefonema. Pode ser amanhã, daqui um mês ou um ano, mas durmo com essa esperança todo dia”, desabafou o aposentado.

'Confortante'

Cada doador pode salvar até dez vidas e melhorar a qualidade de outras quatro pessoas. Foi pensando nisso que a família da dona de casa Aba Rubio Juliane autorizou a doação dos órgãos da mãe que morreu há cerca de uma semana. “Faz muito bem, doar os órgãos conforta”, contou.

Para ela, diversos fatores ajudaram na decisão, mas o jeito da mãe em vida foi o que mais influenciou. “Minha mãe dizia para a gente que achava muito bonita essa atitude. Ela era uma pessoa muito boa, fazia tudo para todo mundo sem saber onde ia e porquê. Acho que, além disso, não há nada que possa caracterizar ela mesma”, disse a filha.

“A família sempre tem que conversar sobre o assunto, por mais que pareça estranho falar disso ainda em vida. Mas foi bem relevante para a gente aceitar na hora e entender que era a vontade dela”, afirmou Ana Rubio Juliane.

Doações

De acordo com a Secretaria de Saúde, no Estado de São Paulo cerca de 15 mil pessoas estão na fila de espera por um transplante, sendo que os casos mais demorados são os de rim e córneas.

De janeiro a julho deste ano, foram feitos 4.317 mil transplantes de órgãos, número correspondente a 40,5% do total de procedimentos feitos em todo o país. Para que a ação seja realizada, é necessário constatação de morte cerebral e autorização da família.

Na Santa Casa de São Carlos (SP), é oferecido o suporte necessário para os procedimentos, mas ainda faltam doadores. “A gente busca através de campanhas como a de hoje e de muitas informações é que as pessoas se interessem mais por esse assunto, a família precisa tomar uma decisão muito complicada”, explicou Carlo de Manzano Linjardi, coordenador da comissão de captação e transplante.

Nesta terça-feira (27), a Comissão de Captação e Transplante de Santa Casa realiza uma palestra aberta ao público sobre a importância da doação e de como funciona a captação de órgãos dos pacientes.

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