Técnica livra diabéticos de amputação<br> - Diabetes, Vida e Comunidade

Técnica livra diabéticos de amputação

31/05/2017 - http://www.dgabc.com.br/Noticia/2687154/tecnica-livra-diabet


São Bernardo tem conseguido avançar, com passos importantes, para reverter o quadro de amputação de diabéticos por meio de tratamento. Desde 2011, 300 pacientes passaram pela terapia fotodinâmica no ambulatório do Hospital Anchieta, onde a taxa de sucesso gira em torno de 80% a 90%. Por meio de técnica desenvolvida pelo médico cirurgião vascular João Paulo Tardivo, que se dedica ao pé diabético, é possível reverter a perda do membro na maioria dos casos. A extinção da bactéria que causa a infecção, comum aos portadores da doença, ocorre com a utilização de dois instrumentos: um corante específico e uma luz.

“O corante tem a capacidade de absorver energia luminosa. Depois que ele é aplicado, há banho de uma luz que é absorvida. Ocorre, então, um processo químico, no qual o corante fica energizado e transfere essa energia para o oxigênio. É isso que vai matar a bactéria”, explicou o especialista.

Um dos pacientes, que passou pelo tratamento é Devanir Batista Júnior, 53 anos. Para ele, após o período de dois anos de sessões veio o alívio. Em 2013, o diabético pegou uma infecção no pé esquerdo e ouviu de especialista que precisaria removê-lo.

“Eu quase perdi a perna. Como meu pé necrosou, precisaram fazer procedimento para retirar um pedaço (ele teve de retirar o tendão e parte do tecido). Do Pronto Socorro Central me enviaram para o Hospital Anchieta, quando também falaram em amputação, até me encaminharem ao doutor Tardivo. Digo que ele foi um anjo que apareceu na minha vida”, contou.

Hoje, Devanir consegue levar uma vida normal, caminhando e até dirigindo, o que acreditava que não conseguiria mais fazer. “Perdi bastante da sensibilidade do tendão e, às vezes, tenho algumas dificuldades, Mas apenas pelo fato de não precisar ser amputado, serei eternamente grato”, diz ele, que hoje trata uma queimadura no pé direito.

Atualmente são 50 pacientes realizando o tratamento, sendo que a duração depende da gravidade de cada caso. A sessão é simples, já que constitui na troca de curativos e exposição à luz por cerca de meia hora. O atendimento é feito exclusivamente aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) semanalmente e é realizado mediante encaminhamento ao hospital particular.

Tardivo afirmou que o tratamento, além da alta taxas de recuperação, gera economia nos gastos com a Saúde Pública. “Fiz um estudo em que na média é mais barato fazer este tratamento do que amputar. Estes pacientes são tratados no ambulatório, então não levam infecção hospitalar, não ocupam leito de internação e podem conviver normalmente com familiares. Tem uma série de vantagens.”

Além do especialista, equipe de enfermagem e dois médicos voluntários atuam no tratamento que também envolve o apoio da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), instituição onde Tardivo se formou. O especialista foi o primeiro a utilizar o tratamento em feridas causadas pelo diabetes.

“Essa questão do uso da luz existe desde 1987. Em 1997, consegui utilizar a terapia para tratar câncer superficial e fiz mestrado na faculdade de medicina para tratar tumores. Em 2008 tive a ideia de usar nos diabéticos e, no ano seguinte, tive sucesso em dois casos. Escrevi o projeto e levei para a faculdade, e começamos a atuar em 2011 neste ambulatório específico”, contou.
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