Claudia, uma mãe vencedora - Diabetes, Vida e Comunidade

Claudia, uma mãe vencedora

09/12/2002 - Comunidade DiabeteNet.Com.Br


Meu nome é Cláudia Aparecida Borges Magalhães, 31 anos, casada e mãe. Formada em Pedagogia. Moro em Campanha/MG, gosto de músicas antigas, ler bons livros, ensinar para crianças, pretendo me especializar em Psicopedagogia. Meu marido Everardo, que também é professor de História e minha filha Olívia que adora tocar violino e admira a cultura japonesa são os integrantes da nossa equipe, ou como queiram família. O diabetes entrou em minha vida aos 10 anos e desde então vinha convivendo com a disfunção, nem sempre uma convivência harmoniosa. Quando conheci meu marido ele acabava de iniciar sua carreira militar e eu saia do 2º grau. Temos a mesma idade e na época logo nos identificamos. Nossos sonhos e objetivos pareciam os mesmos. Ele não tinha preconceito algum quanto ao diabetes e isso ajudou muito quando nos casamos e vieram as complicações. Minha filha nasceu no ano de 1995 em Belo Horizonte/MG.

Ela possui um gosto bastante refinado por música, gosta de violino e hoje estuda teoria musical. Depois de três anos eu tive de iniciar o tratamento de hemodiálise. Algum tempo depois minha irmã doou-me um rim e infelizmente não obtivemos sucesso. Tudo bem, somos apenas seres humanos.

O tempo foi passando e em Fevereiro de 2002 eu já estava na fila de transplantes em São Paulo quando recebi a primeira ligação dizendo que havia um órgão disponível. Nào deu certo. Na sexta-feira de Carnaval, dia 08/02/02, 04:00 hs da manhã meu marido atende o telefone. Era o Dr Marcelo Perosa, do Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo, finalmente, um órgão ou melhor dois, um pâncreas e um rim estavam disponíveis para mim. De onde moro até São Paulo são 03 horas de viagem, gastamos exatamente isso e foi um sucesso a cirurgia, realizada no mesmo hospital.

Ficamos dois meses e meio em São Paulo, meu marido está comigo desde a hora em que saí da UTI até hoje, foi meu enfermeiro. Minha filha foi para São Paulo e ficou junto conosco, a equipe estava o tempo todo junta.

Quanto ao transplante posso dizer que voltei a viver novamente, no começo vieram as espinhas, hoje minha pele está limpa. Meu corpo está muito bonito e meu espírito se renovou. Voltei a ter uma vida normal, sem sobressaltos, voltou o bom humor e a sensação é dificíl de descrever. Não sinto mais nada, a única coisa que me lembra do fato de que sou transplantada é que eu tenho de tomar o imunossupressor e só.

Poderia escrever um livro, mas por enquanto tenho que dizer o seguinte; vale a pena a busca.

Gostaríamos de agradecer ao Dr Marcelo Perosa, sua equipe, funcionários do Hospital Beneficência Portuguesa (todos desde a portaria), aos cunhados e Irmãos maçons do Grande Oriente de São Paulo e em especial a família do doador, este ainda está anônimo, mas Deus sabe quem é e em nossas preces pedimos que tenham uma vida de muita felicidade de paz, devido a caridade que fizeram, que seus corações se encham de muita paz. Podemos dizer que nossa família ganhou mais membros.

Quem tem dúvida quanto ao transplante se informe, aquele que não tem indicação para essa cirurgia procure se educar, adquirir conhecimento sobre o tema, pois com conhecimento você pode ter uma vida de excelente qualidade.

Um abraço,

Cláudia, Everardo e Olívia
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