Situação do Transplante de Ilhotas no Brasil (Parte II) - Diabetes, Vida e Comunidade

Situação do Transplante de Ilhotas no Brasil (Parte II)

19/12/2002 - Comunidade DiabeteNet.Com.Br

Dr. Freddy Goldberg Eliaschewitz

ENTREVISTA COM DR. FREDDY (PARTE II)

Comunidade DiabeteNet.Com.Br - Além da pesquisa com ilhotas, quais outras pesquisas estão sendo desenvolvidas pelo seu grupo?

Dr. FreddyNa verdade, o nosso grupo faz pesquisas em diabetes em várias linhas. Por exemplo, uma das linhas que nós estamos pesquisando é o uso de novas insulinas e o uso de novas formas de aplicar insulina. Já estamos no segundo ano de pesquisas de uma forma de insulina inalável que pode ser utilizada por diabéticos do tipo I e do tipo II. Um outro estudo que estamos fazendo tanto para diabéticos tipo I como para diabéticos tipo II é um tipo de insulina chamada Glargina, que é uma insulina sem “pico”.

Comunidade DiabeteNet.Com.Br - Qual a principal diferença entre a atuação da insulina inalável e a atuação da insulina injetável no organismo?

Dr. FreddyBasicamente, evita-se as incômodas injeções de insulina rápida que têm que ser administradas várias vezes por dias nos pacientes insulino-dependentes. Outro fator é que, observando a curva de atuação da insulina inalável e comparando-se com a insulina rápida injetável, observa-se que o tempo de resposta é tão rápido quanto a humalog e dura quase tanto quanto a regular.

Comunidade DiabeteNet.Com.Br - Quais vantagens traria este tipo de insulina para diabéticos tipoII?

Dr. FreddyPara diabéticos tipo II, que não se controlam somente com uma droga via oral, o padrão de controle que se consegue com insulina inalada associada ao seu medicamento via oral é muito bom.

Comunidade DiabeteNet.Com.Br – E para diabéticos do tipo I?

Dr. FreddyNeste tipo de pacientes, continuamos com as aplicações de insulina lenta e trocamos todas as outras insulinas pela insulina inalada. Observa-se, também, um controle muito bom.

Comunidade DiabeteNet.Com.Br – Mas o uso prolongado deste tipo de insulina não causa nenhuma lesão no pulmão do paciente?

Dr. FreddyÉ exatamente por isso que o FDA – órgão norte americano que regulamenta o uso de novos medicamentos naquele país – não aprovou ainda a insulina inalável pois ele exige que seja testada em pelo menos 6.000 pacientes ao redor do mundo inteiro para que possa ser liberada. É o que estamos fazendo e a Pfizer, que retém a patente deste tipo de insulina, mantém um seguro que cobre qualquer problema que algum paciente venha a ter por causa do seu uso. Até agora os resultados só têm sido positivos e as evidências que se têm até hoje (esta pesquisa já está quase com três anos) é que este tipo de insulina não faz mal para o pulmão. Agora estamos formando um grupo de voluntários diabéticos (tipo I ou tipo II) e que possuem asma leve ou bronquite e iremos testar a insulina inalável neles. Daí, então, este medicamento poderá ser liberado pelo FDA.

Comunidade DiabeteNet.Com.Br – E a insulina “sem pico”, no que consiste este estudo?

Dr. FreddyUm dos problemas que o diabético tem com a insulina NPH, é que ela possui uma curva de atuação que não reproduz o que o pâncreas desempenharia, ou seja, se o indivíduo atrasa o almoço ou qualquer refeição, por exemplo, ele começa a ter hipoglicemia.

A insulina Lantrus, ou Glargina, atua de forma constante. Com isso, o paciente garante um fornecimento constante e básico ao organismo, ficando os picos de glicemia, tais como pós refeição ou qualquer saída de dieta, por conta da insulina inalável ou da insulina rápida.

Este tipo de insulina já está licenciada nos EUA e na Europa.




Termina aqui a segunda parte da entrevista com o Dr. Freddy Goldberg. A Comunidade DiabeteNet.Com.Br publica também os critérios e forma de contato para quem quiser fazer parte das novas pesquisas sobre a insulina inalável e a lenta, para saber mais clique aqui
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Comentários sobre este conteúdo

  • cleunice de araujo g
    17/11/2009 - 07:49

    tenho um filho com diabete tipo 1 desde os 3 anos de idade ele ja tem 15 anos sempre foi muito alta ja esta apresentando ums sinais de poblema nos rins mais ele esta bem

  • cleunice de araujo g
    17/11/2009 - 07:50

    tenho um filho com diabete tipo 1 desde os 3 anos de idade ele ja tem 15 anos sempre foi muito alta ja esta apresentando ums sinais de poblema nos rins mais ele esta bem

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