“Se deres as costas a luz, nada mais verás do que a tua própria sombra” - Anonimo
Entrevistas
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Até o descobrimento da insulina em 1921, a gravidez para uma portadora de diabetes representava um alto risco de perda do feto e séria ameaça para a vida da mãe. Com a evolução das décadas, a contra-indicação para a portadora de diabetes de engravidar deu lugar ao conceito de gravidez de alto risco. As taxas de complicação da gestante com diabetes reduziram-se, igualando-se às demais mulheres sem diabetes. Porém, a taxa de complicação dos fetos e bebês ainda permaneceu um pouco elevada. Por isso, categorizou-se a gestação das mulheres com diabetes como gravidez de alto risco. O dr. Daniel Benchimol, endocrinologista e diabetólogo, diretor do Centro Integrado de Diabetes do Rio de Janeiro - Dia Rio, observa que esta denominação traz um aspecto negativo porque a gravidez deve ser um momento de prêmio para a vida de uma mulher. "Ninguém gosta de permanecer numa situação de risco", diz o médico. Estar grávida "sob risco" significa uma ameaça para o sucesso da gestação, o que coloca a mulher num estado de aflição. "Acredito que o termo adequado seria gestação responsável, pois isso significa a programação da gravidez. É uma postura válida não só para as gestantes com diabetes mas para todas as mulheres que pretendem engravidar", explica.
BD Bom Dia: Como prevenir problemas durante a gravidez?
Dr. Daniel Benchimol: A forma de prevenir é a gravidez programada, que eu chamei de gravidez responsável. Dois aspectos devem ser considerados: o primeiro refere-se ao estado metabólico da mãe, que é o controle da glicemia; o segundo é a análise do estado orgânico da mãe, isto é, a avaliação das conseqüências que o diabetes já possa ter causado. Além da avaliação da retina (olhos), do coração, dos rins para se detectar possíveis complicações do diabetes que podem piorar durante a gravidez, devemos também verificar as infecções urinárias que são comuns na mulher com diabetes e que atrapalham muito a gravidez. Nas mulheres com diabetes tipo 2 que tomam medicação via oral, temos de substituir os comprimidos por insulina, porque alguns comprimidos podem causar malformação do feto. Também é importante o acompanhamento por uma equipe multiprofissional, pois trata-se de uma mulher que precisa de uma série de informações e de cuidados especiais.
Quais são as estatísticas de perda do feto em gestantes com diabetes?
Dr. Daniel Benchimol: Quando a taxa média de glicose da mãe está acima de 170, cerca de 24% dos fetos morrem. Quando a glicemia está entre 100 e 170, a média cai para 14% e quando é mantida abaixo de 100 os óbitos intra-uterinos caem para 4%, ficando próximo aos 3% da população sem diabetes.
Priscila White, uma das grandes pesquisadoras do diabetes, classificou-o de acordo com o tempo em que a pessoa é portadora, pois esse fator pode determinar o grau de órgãos afetados. Assim, outra recomendação importante é que, quando a mulher já sabe que tem diabetes, ela deve engravidar o mais cedo possível, por ser menor o risco de ter os órgãos atingidos.
O que é o diabetes gestacional?
Dr. Daniel Benchimol: É aquele que ocorre durante a gravidez em mulheres que não tinham diabetes. Passada a gravidez, a mulher poderá retornar ao estado de normalidade da glicemia, o que acontece com a maioria dos casos e isso caracteriza apenas o diabetes gestacional. Porém, há a possibilidade de ela vir a ter diabetes do tipo 1 ou do tipo 2.
Quando a gestante apresenta o diabetes gestacional, é possível dosar os anticorpos contra o pâncreas, contra a insulina e contra uma substância chamada GAD. Se esses anticorpos estiverem presentes, é possível que a gravidez tenha precipitado o surgimento do diabetes tipo 1. Se ela tiver parentes próximos com diabetes, glicemia muito alta na gravidez, for obesa e estiver numa faixa etária mais avançada, provavelmente ela irá ter diabetes do tipo 2 após o parto ou terá grande probabilidade de desenvolvê-lo no futuro.
Quais são as mulheres com maior risco de desenvolver o diabetes gestacional?
Dr. Daniel Benchimol: Os riscos são maiores na mulher que já apresentou diabetes em outras gestações, já apresentou em algum momento uma taxa alta de glicose que depois se normalizou, tem histórico familiar de diabetes, história de aborto espontâneo, morte intra-uterina ou neonatal, bebês que nasceram com mais de 4 quilos e de má-formação congênita. Muitas vezes, o diabetes se estabelece em mulheres que já tiveram muitos filhos, ganharam muito peso, se tornaram hipertensas e que tiveram pré-eclâmpsia. Quanto mais fatores de risco a mulher apresentar, maiores serão as probabilidades de desenvolver diabetes gestacional.
Por que a maioria dos bebês de mães com diabetes nascem grandes e alguns pequenos?
Dr. Daniel Benchimol: O nascimento de bebês grandes é muito comum na mulher com diabetes que não tem muitas complicações, mas cuja glicemia é alta. Sabemos que depois do fator genético determinante, a insulina é o maior fator de crescimento do feto. Se não houver um bom controle da taxa de açúcar da mãe, ela passará mais glicose para o feto e como ele não tem diabetes o seu pâncreas produzirá mais insulina causando um maior crescimento. Por outro lado, se a gestante apresenta problemas circulatórios, cardíacos, na retina ou nos rins, o seu sangue não passará adequadamente para a placenta e os nutrientes não chegam bem ao bebê, isso afetará o seu desenvolvimento e ele permanecerá pequeno.
Por que geralmente os bebês de mães com diabetes nascem com hipoglicemia?
Dr. Daniel Benchimol: Quando a gestante com diabetes passa por várias situações de hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue), principalmente no final da gravidez, o pâncreas do bebê produz mais insulina para metabolizar essa quantidade maior de glicose que está recebendo no útero materno. Ao nascer, essa criança fica com hiperinsulinemia (excesso de insulina no sangue) pois deixa de receber glicose da mãe e tem excesso de insulina circulante, conseqüentemente entra em hipoglicemia (pouco açúcar no sangue) necessitando de cuidados médicos imediatos.
A criança não nasce com diabetes mesmo se a mãe for portadora da disfunção.
Sendo a mãe portadora de diabetes, o bebê poderá nascer com diabetes?
Dr. Daniel Benchimol: Muitas mulheres fazem essa mesma pergunta. A resposta é não, a criança não nasce com diabetes. No entanto, com o tempo, a possibilidade desse filho desenvolver diabetes vai aumentando principalmente após os 30 anos de idade, se for obeso e se houver outros parentes com diabetes na família.
O aleitamento materno é recomendável?
Dr. Daniel Benchimol: O aleitamento deve ser estimulado, tendo a mulher diabetes ou não, isso não influi. O que pode acontecer é se o bebê nasceu prematuro, talvez ele não consiga sugar bem. Um bebê que nasceu muito pequeno, ou um parto prematuro, ou tem um problema respiratório, aí sim ele perde a capacidade adequada para ser amamentado. Porém não existe nenhum risco para a mãe ou para o bebê em amamentá-lo.
Meu resultado de exame de sangue deu GLICOSE = 106, tendo tido sangramentos sequenciais, uso provêm desta taxa elevada e corro risco de aborto ?
tatiana medeiros 31/3/2009 - 17:05
oi gostaria de saber se por eu ter diabetes posso ter problemas para engravidar ...
lucilene 6/10/2009 - 20:01
sou diabetica a dezoito anos ninguem na minha familia tem, eu tenho 32 anos e gostaria muito de ser mae, nao consigo controlar meu nivel de glicose varia de 250 a 40 e tenhos muito hipoglicemia ja perdi dois bebes e agora acho que estou gravida novamente o que devo fazer se tiver mesmo gravida me enternar
Dulcilene Santos 22/10/2009 - 21:05
Estou grávida de 7 mes, e meu exame de glicêmia deu 83/149 é um índice muito alto? Pois o médico que me atendeu me assustou demais.
Não tenho hábitos de ingerir açucar, massas, enfim muito carboidrato. Porém entrei em dieta e emagreci 2,4kg em menos de duas semanas. Estou em dúvida em quem acreditar na nutricionista ou na médica??!?!?! Uma diz que é preocupante a outra pede que siga a dieta e fique calma pois é capaz de diminuir a taxa.
eliene 2/11/2009 - 22:00
estou gravida pela prineira vez meu resultado de clicose e de 173 estou mo 4 mes o medico diz que poso der uma gravidez tranquila . corro risco de aborto . obrigada
Gesilia 25/11/2009 - 21:48
gostaria de saber se uma mulher grávida com diabete o bebe pode nascer com hiperglicemia ou hiporglicemia?
Rosimeire 3/12/2009 - 10:18
Gostaria de saber se posso tomar pilula anticoncepicional e qual posso tomar
patricia 15/2/2010 - 00:49
tomar insulina atrapalha na amamentaçao de recem nascido
ana 6/4/2010 - 22:39
estou gravida e sou diabetica, meu medico disse que e um risco para mim e para o meu bebe. o que devo fazer, sera que terei que enterromper minha gravidez. consigo abaixar este nivel sem tomar remedio
Valdicelia 24/5/2010 - 11:51
Sou diabetica há 10 anos gostaria muito de engravidar pois estou casada ha 9 anos so que a taxa minha de acuçar no sangue e muita alta a ultima vez que medi esta
383 ha possibilidade de engravidar eu tomo insulina e controlo o maximo que posso para nao deixar aumentar muito. Eu tenho 26 anos e o meu esposo tem 36 anos gostariamos muito de ter o nosso fihos um fruto dessa nossa uniao.
Daniele 15/7/2010 - 02:38
Estou grávida de 6 meses, meu primeiro exame de glicose deu 138, o segundo 125, comecei a dieta mais dessa vez veio 133 estou desesperada...Não sei o que fazer,nao tenho sintomas de diabetes, minha medica disse que se continuar alta minha gravidez sera de risco estou aflita! È meu primeiro filho