O que é Polineuropatia simétrica distal?

1/3/2003 - DiabeteNet.Com.Br


A polineuropatia simétrica distal é o tipo mais comum de polineuropatia diabética e processo anatomicamente difuso que afeta primariamente as fibras sensitivas e autônomas, embora possam estar presentes achados motores distais menores nos casos mais avançados Os nervos mais longos são os mais afetados inicialmente, começando os sintomas tipicamente de maneira insidiosa nos artelhos e depois avançando proximalmente até as pernas. À medida que a doença evolui, os sintomas começam nas pontas dos dedos e eventualmente afetam o tórax e o abdômen, avançando proximalmente. Estão envolvidos os neurônios sensitivos com fibras de pequeno e de grande diâmetros, embora as manifestações mais precoces possam ser primariamente de pequenas fibras.

O envolvimento de neurônios de fibras finas (Tabela 3) pode resultar em perda da sensibilidade normal de dor e temperatura, o que pode predispor o paciente à lesão, à ulceração e às infecções crônicas. Esses pacientes podem experimentar dor neuropática, que se manifesta como sensação de queimação, dores agudas e lancinantes ou dor profunda. A degeneração de fibras sensitivas grossas leva à perda da sensibilidade vibratória e proprioceptiva, o que não é clinicamente significativo até que a neuropatia esteja avançada. Ademais, esses pacientes têm ausência ou redução dos reflexos profundos e lentificação das velocidades de condução nervosa. A hipoestesia, as parestesias e a sensação de aperto na extremidade associam-se comumente à polineuropatia sensitiva.

Os sintomas motores, em geral, são leves ou sequer presentes, e restringem-se às extremidades distais. Quando são relatados sintomas, costumam ser desproporcionais aos achados do exame neurológico.

O envolvimento do sistema nervoso autônomo é comum e tem sido relatada sua presença em até 40% dos pacientes diabéticos tipo 2 (dependente de insulina), no momento do diagnóstico. As manifestações sintomáticas mais comuns incluem disfunção sexual, gastroparesia, diarréia diabética, atonia vesical, perda da sudorese nos pés e várias anormalidades cardiovasculares. Os pacientes, algumas vezes, desenvolvem hipotensão postural, que pode resultar em tonturas ou episódios sincopais. A variabilidade anormal da freqüência cardíaca e de arritmias cardíacas associadas podem reduzir significativamente as taxas de sobrevida a longo prazo. A perda de inervação simpática da vasculatura periférica também pode contribuir para o desenvolvimento de úlceras diabéticas nos pés, embora não tenha sido comprovada uma relação direta. A polineuropatia dolorosa aguda é uma variante da polineuropatia sensitiva distal, sendo caracterizada pela presença de dor severa nas pernas e, geralmente, piora à noite. Algumas vezes surgem relatos de sensibilidade anormal a estímulos leves, como os lençóis ou as roupas. Nessas circunstâncias, o que seria sensibilidade benigna ou agradável é percebida como dolorosa. Contrastando com os sintomas dolorosos severos, o exame neurológico, muitas vezes, não tem grande significado e pode mostrar perda leve a moderada da sensibilidade térmica, ficando preservados os reflexos profundos e as modalidades de sensibilidade das fibras grossas. Esse tipo de neuropatia costuma ser visto após um período de perda significativa de peso e do controle instável da glicemia e melhora gradualmente após se conseguir um nível mais adequado da glicemia. Algumas vezes, contudo, o estabelecimento do controle glicêmico, em si, pode transitoriamente desencadear o início dos sintomas dolorosos agudos. Resumindo, a polineuropatia simétrica distal é o tipo mais comum de polineuropatia diabética e apresenta-se primariamente com sintomas sensitivos, mas pode ter componente autônomo proeminente. É esse tipo de polineuropatia que mais se associa a complicações secundárias.


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Comentários sobre este conteúdo

  • Alexano Caiaffa
    3/1/2010 - 23:14

    Sou Diabético a 34 anos tenho várias complicaçóes e uma delas a mais recente é um desiquilibrio muito grande não consigo andar sem me apoiar. No começo achavam que era labiritite as com o tempo através de exames me disseram que era Polineuropatia, gostaria muito que me ajudassem na combate deste desiquilibrio pois ja ñ aguento mais . Desde ja agadeço e aguardo resposta.

  • EDILENE
    4/10/2010 - 13:55

    Oi sou diabetica á 10 anos ,tenho 33 anos e descobri que tenho polineuropatia diabetica desmineralizante e retino patia , e á 1 ano tive infarto do miocárdio,queria saber se existe um tratamento especifico, contra a polineuropatia. nao aguento de tantas dores nas pernas. e fora que so vive enchadas os pés. agradeço e aguardo a resposta.

  • Paulo
    19/1/2011 - 23:13

    vim saber agora apos um exame recente de neuromiografia e examke de sangue onde os resultados de diabete foram
    - glicose basal 85
    - glicose 30 m - 135
    - glicose 60 m - 142
    - glicose 90 m - 161
    - glicose 120m - 127 - estou diabetico?
    É por essa razao que estou com uma neuropatia que nao consigo mais andar? Tem solução ou cura?
    Estou me tratando numa clinica que me medicou com lyrica, carbamazepina, cloridrato de amitripilina, mas a dor continua e esstá insuportavel. Gostaria de ouvir outra opiniao.
    Me ajude
    Paulo

  • Paulo
    19/1/2011 - 23:14

    vim saber agora apos um exame recente de neuromiografia e examke de sangue onde os resultados de diabete foram
    - glicose basal 85
    - glicose 30 m - 135
    - glicose 60 m - 142
    - glicose 90 m - 161
    - glicose 120m - 127 - estou diabetico?
    É por essa razao que estou com uma neuropatia que nao consigo mais andar? Tem solução ou cura?
    Estou me tratando numa clinica que me medicou com lyrica, carbamazepina, cloridrato de amitripilina, mas a dor continua e esstá insuportavel. Gostaria de ouvir outra opiniao.
    Me ajude
    Paulo

  • valter lapola
    15/2/2011 - 16:06

    OLA ME CHAMO WILLIAN , MEU PAI ESTA SOFRENDO COM MUITAS DORES NOS PÉS NAS PERNAS , GOSTARIA DE SABER QUAL A CURA PARA ISSO , MEU PAI SOFRE MUITO COM ISSO ...GRATO

  • valter lapola
    15/2/2011 - 16:09

    OLA ME CHAMO WILLIAN , MEU PAI ESTA SOFRENDO COM MUITAS DORES NOS PÉS NAS PERNAS , GOSTARIA DE SABER QUAL A CURA PARA ISSO , MEU PAI SOFRE MUITO COM ISSO ...GRATO

  • silvana
    21/8/2011 - 17:08

    Sou diabetica a 23 anos,estou com polneuropatia muito severa,tenho muito formigamento nas mãos etenho muito choque no tornozelo que sobe até no joehlo e as vezes ta tambem no cotovelo e nos ombros.Tenho esperança que voces possam me ajudar.Aguardo retorno.Obrigado.

  • hamarcia zilandia
    22/8/2011 - 19:31

    Ola eu tenho polineuropatia a 1 ano e 6 meses e no inicio de tudo isso eu sofrie muito com muitas dores pasava noites sem domir , ou melhor dizendo pasei 3 mese sem domir chorando o tempo todo juntos com meus pais que muitas noites nao aguentava em me ver gritando de dor que as presas me levava para o neurologista, hj eu estudo pedagogia na ufpi e as dores voltaram mais eu sinto amis dor em meu braço direito, gostaria de saber como eu poso fazer pra para esta dor pois nai suporto mais estou sem assistir as aulas direito com dores e nao as suporto mais .. porfavor me ajude.. agradeço por le...hamarcia zilandia

  • Alier
    2/9/2011 - 23:14

    Olá!sou casada com Luiz Roberto,e a um ano ele começou clamar de dores fortes nos braços,e pernas.o levei ao medico ortopédico q pediu varios exames,sendo um deles eletroneuromiografia;e foi constatado"polineuropátia avançada,e debilitante".estou com medo do q pode acontecer c/ele.se eu tabém sou doente:portadora de lupus me diz cm agir nesta situação.?

  • Ellen
    7/2/2012 - 11:30

    Minha mãe sofre dessa doença há uns 8 anos, só agora diagnosticada: POLINEUROPATIA DOLOROSA; ela não é diabética. O médico disse que ela poderia ir a São Paulo ou aos EUA tentar um tratamento mais específico. Ela se queixa muito de dores frequentes nas pernas e braços. O remédio que ela está tomando agora é o mesmo para epilepticos. Essa doença tem cura?

  • Lúcia
    18/5/2013 - 21:33

    Ha um ano e meio, a medicina detectou uma patologia chamada polineuropatia. Sofro muitas dores e ja fiquei em cadeira de rodas, Existem noites que nao durmo. Vejo o dia amanhece, chorando de dor. Faço tratamento com neuro, no grupo de dor e faço pesquisas quinzenais com a clinica medica.
    Tenho fé que vai haver uma solução, se DEUS quiser!

  • Fatima
    29/6/2014 - 02:11

    Completei 50 anos em abril deste ano,( 2014). Nunca pensei que o meu presente fosse essa doenca horrorosa! Tenho sentido dores horriveis que me acordam durante a noite e me fazem chorar muito. Iniciei um tratamento que sera continuo, mas confesso que alem de triste, estou desaminada.

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