Um presente de natal: um rim e um pâncreas! - Diabetes, Vida e Comunidade

Um presente de natal: um rim e um pâncreas!

07/06/2003 - DiabeteNet.Com.Br


Meu nome é José Braz da Costa, tenho 30 anos e moro em Itajubá - sul de Minas.

Aos sete anos descobri que estava com diabetes e desde então minha vida ficou muito difícil. "Se para uma pessoa adulta não é fácil ter de tomar injeções dolorosas de insulina diáriamente e ainda ter de fazer uma dieta rigorosa, imaginem para uma criança de sete anos".

Superada a fase inicial, conseguí levar uma vida praticamente normal. Até os 21 anos, estudei, trabalhei e fiz de tudo o que tive vontade.

Com 21 anos comecei a ter hemorragias em ambos os olhos e minha visão foi enfraquecendo rapidamente.

Mesmo com aplicações de lazer e cirurgias de vitrectomia, não tive a felicidade de manter o mínimo de visão nos dois olhos.

Fiquei muito revoltado e não conseguia aceitar. Não sei de onde tirei forças, mas consegui superar esta fase.

Aos 24 anos, mais um duro golpe em minha vida: meus rins pararam de funcionar. Tive que fazer hemodiálise. Só quem faz este tratamento sabe o quanto é duro e dolorido passar 4 horas em uma máquina de hemodiálise, 3 dias por semana. Às vezes pensava que não iria conseguir voltar vivo para a casa de tão mal que passava; minha pressão caía muito e constantemente sofria crises de hipoglicemia durante as seções de hemodiálise.

Fiz hemodiálise por cinco anos, até que, finalmente, libertei-me desse horror.

Pensava em fazer apenas o transplante de rim, mas como não havia doador na família, e esperar na fila demoraria muito, resolvi inscrever-me para o transplante duplo. Mas, infelizmente, por falta de contato com outros pacientes de São Paulo, inscreví-me na equipe errada.

Nesta época era paciente de outra equipe do hospital da Beneficência Portuguêsa e, após três anos de espera, estando entre os primeiros na fila da Secretaria de Saúde de São Paulo, NÃO FUI CHAMADO.

Achei muito estranha essa demora e procurei conhecer outras equipes.

Foi então que, lendo uma entrevista com o Dr. Marcelo Perosa, resolví mudar de equipe. Na primeira consulta já sentí a diferença no tratamento e no respeito para com os pacientes e isto devolveu-me as esperanças.

Apenas 2 meses depois da mudança de equipe, no dia 19 de dezembro de 2002, por volta das 20h, fui surpreendido por um telefonema do Dr. Marcelo, dizendo que tinha um presente de natal para mim.

Quase não acreditei quando ele disse que havia encontrado um doador. Fui para o hospital Albert Einstein, aonde, por volta das 4 horas da manhã
do dia 20 de dezembro, começou a cirurgia que durou até por volta das 14h, com absoluto sucesso e sem nenhuma complicação. Passei 24h na UTI e, após 10 dias, tive alta hospitalar.

Hoje, com 30 anos, posso considerar-me uma pessoa praticamente normal. Faço de tudo o que tenho vontade, como de tudo sem me preocupar com a taxa de glicose ou com crises de hipoglicemia e por tudo isso agradeço a Deus, por ter me permitido descobrir a equipe do Dr. Marcelo Perosa e ter permitido que esta equipe realizasse minha cirurgia com total sucesso.

O que gostaria de deixar para as pessoas que estão passando por tudo o que passei é uma mensagem de total otimismo e força de vontade; que jamais desistam, mesmo quando os obstáculos forem os mais difíceis. "A guerra contra o diabetes já
pode ser vencida ! ..."


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Comentários sobre este conteúdo

  • vicentina
    22/01/2009 - 12:46

    gostei muito do que li minha irmã está sofreno ha 20 anos, esse pesadelo gostaria de poder ter essa mesma chance de conseguir traplante de rim e pancleas para ela o que fazer? me ajude em quanto é tempo já perdeu a visão e só tem 54 anos.

  • Juliana Ornelas
    14/06/2010 - 14:09

    Gostei muito de conhecer mais uma história de paciente diabético. Tenho 17 anos e faz 3 meses q recebi o diagnostico. No início foi muito difícil (ainda está sendo). Ainda n estou tendo nenhuma complicação devido à doença (espero n ter). É muito ruim, de uma hora p outra n poder mais comer as coisas q gosto e ficar sempre preocupada com minhas taxas glicêmicas. Espero um dia, com FÉ em Deus, isso tudo passe. Tenham Fé, pois, Deus sabe o q faz, e Ele n da a ninguém uma cruz maior do que se pode carregar.

  • sandra
    22/08/2010 - 18:32

    gosto de ler depoimentos, p/ me corrigir,sou diabetica ha 11 anos. tenho glicemia que ocila muito.mas abuso. sou insulina dependente, só minha vista enfraqueceu muito. e estou com fibromialgia.doe tds os ossos do meu corpo. não ha remedio que passe. em dias de crise parece que tenho uma caimbra geral no corpo, choro muito. mas paciencia, meu médico é muito bom. sou do litoral sp.
    ESPERO QUE ACHEM A CURA.TORSO E REZO MUITO.
    Sandra

  • Zenilda
    22/01/2012 - 15:21

    Se Deus quizer José iremos vencer sim esta luta diaria pela saúde de meu filho que descobriu a diabetes tipo 1 a um ano e que dedico as horas de meu dia a boa alimentação e horarios corretos com as aplicações de insulina peço todos os dias por este milagre a vc so desejo tudo de bom fiquei feliz mesmo pois aqui em casa conhecemos de perto e nos dedicamos por saber que a diabetes sem os cuidados é agressiva mas continuo com fé das pesquisas avançarem e estas crianças e adultos que sofrem possam ter saúde .

  • erica
    08/03/2012 - 16:56

    Meu filho de 12anos é diabetico tipo 1, a exatamente 7 meses, peço sempre em oração que Deus possa ajuda-lo a dias que o sinto meio chateado principalmente quando ele passa por uma hiper, mas digo a ele que devemos sempre lutar, e essa batalha já tem um vencedor...Ele!

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