É possível envelhecer com saúde - Diabetes, Vida e Comunidade

É possível envelhecer com saúde

31/08/2003 - Diário da Manhã


Lucielle Bernardes
João Guimarães Fagundes caminha diariamente a passadas vigorosas no Parque Vaca Brava. Quando a esposa não pode acompanhá-lo, não perde o pique, e vai sozinho. Ele leva a sério a atividade física e parece esbanjar saúde a esta altura do campeonato. João Guimarães, militar da reserva, tem 84 anos de vida, “bem vividos”, e é um exemplo de que se pode viver muito bem na terceira idade.

“O idoso tem que estar atento. Temos que cuidar da nossa saúde, não só da física, mas da mental também, para não dependermos de nossos filhos. Essa história de ficar lendo jornal depois que se aposenta não está com nada. Pode ler o jornal, mas não pode ficar parado de jeito algum”, ensina.

João Guimarães não fuma, não bebe e se preocupa com a alimentação, evitando comida gordurosa, frituras e sal. O gaúcho, de Santa Maria (Rio Grande do Sul), conta que desde que sofreu um ataque do coração, em 1985, que o levou para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ficou mais atento com a saúde.

Ele se vacina contra a gripe em todas as campanhas do governo federal. Pelo menos uma vez ao ano faz um check-up. Com as caminhadas, o gaúcho diz que se sente bem melhor. “A disposição é outra. O movimento muscular também.” Preocupado com os efeitos que o frio pode provocar em seu organismo, ele e a esposa ficam de julho a outubro em Goiânia. “O frio é prejudicial para nós, idosos. Por isso sempre fugimos dele. Mas em novembro, estaremos de volta à nossa casa.”

O último censo do IBGE mostra que 8,5% da população brasileira é de pessoas acima de 60 anos, o que equivale a 15 milhões de indivíduos. Com exceção do Afeganistão (Ásia) e de Serra Leoa (África), a expectativa de vida tem aumentado em todo o mundo. No Brasil, a média de vida ao nascer é de 68 anos, sendo 64 para os homens e 71 para as mulheres.

Vivendo melhor – Na avaliação da geriatra Elisa Franco Assis Costa, a população idosa está vivendo bem melhor. “A cobrança da própria população tem aumentado à medida em que o número de idosos cresce.” Para ela, é possível viver muito e bem na terceira idade. “A velhice é uma fase normal da vida, com vantagens e desvantagens, assim como qualquer outra fase. Porém, para se viver bem, é preciso tomar alguns cuidados.”

De acordo com a geriatra, o envelhecimento aumenta a vulnerabilidade às doenças, agressões físicas e psicológicas. Elisa informa que as pessoas mais vulneráveis são predispostas a doenças crônicas. Ela diz ainda que 80% da população idosa tem pelo menos duas doenças crônicas. A diabetes, por exemplo, geralmente está associada à hipertensão, artrose, osteoporose, doença cardíaca ou, às vezes, a doenças neurológicas, como mal de Parkinson ou Doença de Alzheimer, todas mais freqüentes na velhice.

Elisa diz que o primeiro passo para envelhecer com saúde é diminuir, ao longo da vida, os fatores de risco ao aparecimento dessas doenças. Dieta adequada, evitar obesidade e vícios (bebidas alcoólicas, cigarro, etc) e prática de exercícios físicos são algumas medidas que devem ser tomadas com a finalidade de se obter uma melhor qualidade de vida e saúde.

O segundo passo, conforme a geriatra, é cuidar das doenças quando estas se estabelecem. “São patologias que ainda não têm cura, mas têm tratamento e controle. Quem tem diabetes precisa ter todo um controle, força de vontade de seguir a dieta, e tomar os medicamentos necessários.”

É preciso ainda desenvolver atividades físicas todos os dias. “Os exercícios ajudam a manter o colesterol baixo, reduzem a glicose e a pressão arterial e melhoram o sono. Além disso, mantêm a massa muscular, o equilíbrio e a flexibilidade das articulações.”

O terceiro passo é se preocupar com a atividade mental e continuar participando de forma ativa das atividades sociais. “O idoso não deve se isolar. Caso contrário, o envelhecimento cerebral será mais rápido. Isso pode acarretar em perda da memória, depressão e isolamento”. O idoso também precisa ser vacinado anualmente contra a gripe. A imunização diminui as internações por pneumonia, bronquite, gripe e agravamento de doenças cardíacas. Outra vacina que não deve ser esquecida é a antitetânica. “Com elas, percebe-se um maior impacto na qualidade de vida.”

Outro cuidado que deve ser observado pela terceira idade é quanto à automedicação, inclusive de remédios ditos inócuos, como fitoterápicos, ervas e vitaminas. “Podem interagir com algum remédio que o idoso esteja tomando e produzir efeito colateral”, alerta. A dieta, ensina a geriatra, deve ser rica em verduras, legumes, frutas e cálcio.
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Comentários sobre este conteúdo

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    13/11/2008 - 02:33

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