Artistas abraçam a campanha pela doação de órgãos - Diabetes, Vida e Comunidade

Artistas abraçam a campanha pela doação de órgãos

27/11/2003 - Terra

Daniela Escobar e Isabel Filardis estão comprometidas com a campanha de doação de órgãos

Ao lado do ministro da Saúde, Humberto Costa, artistas e esportistas abraçaram a causa para conscientizar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. O objetivo é reduzir a menos da metade, nos próximos quatro anos, a fila de espera por transplantes. "É uma meta realista. Estamos investindo em uma série de ações para ampliar o número de serviços que fazem os transplantes. Hoje são 450 estabelecimentos e 22 centrais de captação de órgãos no País. Se nós zerarmos a necessidade de córnea, cuja cirurgia é a mais fácil, já reduziremos o atual índice quase pela metade", disse o ministro.

Estrelas da campanha

Renascido para a vida e para o futebol, o jogador Narciso, do Santos, é o astro da campanha Doe vida. Seja um doador de órgãos. Ele sofreu de leucemia mielóide crônica. A doença foi descoberta em sua fase inicial e o transplante de medula óssea devolveu ao jogador as chances de completa recuperação e a volta aos gramados.

Hoje, o "Guerreiro
", como é conhecido na Vila Belmiro, é só agradecimentos. "Sei da importância da minha participação nessa campanha. Batalhei muito para isso. Minha irmã foi a doadora da medula. Tive a felicidade que muita gente ainda não tem", falou. "Eu ainda vou a Curitiba para fazer meus exames. Mas agora eles são anuais. Minha recuperação é total. Essa conscientização é muito importante para que as pessoas possam doar seus órgãos", completou.

Para Daniela Escobar, a Perpetua da minissérie a Casa das Sete Mulheres, as religiões retardam a propagação da campanha e dificultam a sensibilização de doadores em potenciais e seus familiares. "Não estou atacando nenhuma religião em particular. Mas elas promovem muita a ignorância e atrasam a vida de uma maneira geral. Velar um corpo com órgãos não leva a nada. Eu condeno esses rituais que afastam a vida das pessoas. Depois de morto pode levar tudo. Doando órgãos você vai dar vida para as pessoas. Se não completamente, pelo menos a melhoria de vida", disse.

A atriz contou que era reticente com a doação de órgãos até lidar com a possibilidade de perder a visão. "Há 10 anos, tive uma conjuntivite simples e não enxergava bem. Fiquei em pânico. Foi quando despertou em mim a consciência sobre a doação. Eu era contra como a maioria das pessoas movidas pela ignorância. Hoje, o que mais me toca é a questão dos olhos. Você pode dar a luz do dia para alguém, literalmente", falou.

"Tive uma pessoa na minha família que morreu de câncer de mama. Na época a gente nem pensou em doação de órgãos. Hoje sei que é importante ajudar em vida, mas é muito mais importante ajudar em morte", falou a atriz Isabel Filardis.

Para Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa, a campanha Doe vida. Seja um doador de órgãos é uma "proposta de se doar". "O que você faz com seu tempo? E os seus gestos? A gente precisa se doar mais pelos outros todos os dias. Tirar um pedaço da gente é uma forma de permanecer vivo. Esse é problema muito importante. Se doar é passar por um tabu religioso e ético", falou.
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Comentários sobre este conteúdo

  • Robaldo
    04/11/2008 - 11:38

    Olá,

    Desculpe a informalidade, mas a ansia deresolver uma duvida me deixou assim, rsrrs... sou diabético do tipo 2 estou em tratamento a cerca de 12 anos e tenho uma duvida, diabéticos podem ser doadores de orgão e sangue se não for possivel , qual é o motvo

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