Beatriz: "passei por muitas coisas difíceis, quando finalmente aos 25 anos fiquei curada" - Diabetes, Vida e Comunidade

Beatriz: "passei por muitas coisas difíceis, quando finalmente aos 25 anos fiquei curada"

05/01/2004 - Comunidade DiabeteNet.Com.Br


Meu nome é Beatriz Marques, eu era uma criança de 10 anos quando descobri que estava com “DIABETES”. Foi um choque muito grande para mim e, principalmente, para minha família. Deste momento em diante eu iria passar por muita coisa difícil até chegar aos 25 anos quando, finalmente, fiquei curada.

Nunca levei o diabetes muito à sério, ao pé da letra, mesmo com o meu endocrinologista sempre me alertando sobre as complicações que poderiam vir no futuro. Ele repetia sempre “lutar contra o diabetes é dar murro em ponta de faca”, mas mesmo assim, isso não me preocupava muito e não passou muito tempo até que aos vinte e um anos as complicações começaram a manifestar-se. Tive que fazer cirurgia nos olhos para retirar uma catarata e logo depois as pessoas começaram a me assustar dizendo que depois que ocorrem os problemas na visão, dois anos depois ocorrem os problemas nos rins. E não deu outra; meus rins começaram a sentir o peso do DIABETES mal controlado. Daí entrei com uma dieta com pouco sal e não comia carne vermelha para diminuir as proteínas, mas não adiantou muito. Aos 23 anos não tive outra saída a não ser fazer hemodiálise pois estava muito inchada. Aquilo para mim foi o fim: Ter que depender de uma máquina para viver. Nunca tinha imaginado que seria tão duro aquela vida, eu não me conformava que a água, uma coisa tão natural e pura podia me fazer tanto mal. Com o tempo fui aceitando melhor e ásem muita revolta. Com o passar dos dias fui me sentindo melhor, pois eu sabia que fazendo hemodiálise eu poderia esperar o transplante e que existia tantas pessoas que precisavam de outros órgãos e que não tinham este recurso para poder esperar o transplante. Tudo que se quer na vida tem que ser através de muita luta e eu lutei muito com ajuda aí as portas foram se abrindo, principalmente depois que descobrimos que minha mãe poderia doar o rim para mim. Foi um peso a menos pois sou filha única. Foi uma benção saber que minha mãe seria capaz de dar um pedaço dela para salvar minha vida, se antes éramos unidas, agora somos uma só porque se não fosse ela quem mais faria isso por mim? Logo meu nefrologista falou que já estavam fazendo transplante duplo não pensei duas vezes e optei por fazê-lo. Com isso fiquei um pouco mais tranquila pois eu teria a chance de me livrar de dois problemas ao mesmo tempo, mas principalmente dodiabetes que ainda poderia me trazer problemas maiores e que não teriam cura.
Fui para São Paulo com a cara e a coragem atraz da minha aslvação e conseguí. Em 01/06/02 fiz o transplante duplo, estava indo tudo bem mas quando foi no sétimo dia do transplante o pâncreas teve uma trombose e infelizmente tive que retirá-lo. O rim ficou tudo bem.
Nos primeiros dias fiquei muito triste e desanimada. Daí os médicos me disseram que poderia tentar de novo e que se eu queria tentar, mais que depressa disse que sim, sem sombra de dúvida pois sempre tive um pensamento “que eu morreria tentando e quantas vezes precisasse”. Eu tinha um pensamento positivo muito forte onde eu me agarrava com todas as minhas forças. Força tão grande que eu não sabia de onde vinha, mas acho que vinha da vontade de viver bem e ser feliz. Fiz o retransplante do pâncreas há três meses, no dia 08/10/03 e deu tudo certo. Estou muito feliz pois não tenho mais diabetes.
Hoje levo uma vida normal, já esquecí todas as tristezas que já passei, estou começando uma nova vida, com muitos sonhos para realizar, recomeçar minha vida de onde ou parei. Depois de tudo que passei sou mais madura e reconheço que abusei muito e poderia Ter evitado muita coisa, mas tudo já passou e o que eu faço é agradecer muito: em primeiro lugar à Deus, a minha mãe, aos meus familiares e amigos e a todos os médicos que me ajudaram nesta jornada, meu endocrinologista, Dr Antonio Célio da Fonseca, ao meu nefrologista Dr. Francisco Lello e a toda equipe do Dr. Marcelo Perosa. Sem todas essas pessoas não teria conseguido. Muito obrigado...Depois que conseguí minha vitória, digo que vale muito a pena tentar e tentar até conseguir, Ter muita garra e força de vontade. Não é fácil mas pode Ter certeza que a recompensa será bem maior que sua luta. Sei que minha história se funde com a de muitos diabéticos, só mudam os detalhes mas espero que todos tenham um final feliz.

Beatriz Marques
Rua Monte Castelo, 241 Centro = Varginha – MG
37002-260
fone: 035 – 9967 9939
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