Entrevista com a coordenadora da Casa de Apoio ao Transplante - Diabetes, Vida e Comunidade

Entrevista com a coordenadora da Casa de Apoio ao Transplante

08/07/2004 - Comunidade Diabetenet.com.br


O site Diabetenet entrevista Gleice Pereira coordenadora da Casa de Apoio ao Transplantado da APAT—Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante.


DiabeteNet:  O que é a APAT ?

Gleice:  A APAT – Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante foi fundada em março de 2003 por renomados médicos e outras pessoas , com a finalidade de incentivar às pesquisas médicas na área de transplante de órgãos e prestar assistência aos pacientes carentes que necessitam do transplante.

DiabeteNet:   Quais são os principais objetivos da APAT ?

Gleice:  Os principais objetivos da APAT são: prestar assistência médica à pacientes carentes, orientação em todos os procedimentos relativos ao transplante, captar recursos financeiros de pessoas jurídicas, direito público ou privado, pessoas físicas para propiciar o desenvolvimento de seus objetivos, promover simpósios, seminários, divulgar avanços do conhecimento tecnológico e científico, tudo à medida de sua disponibilidade.

DiabeteNet:   Quando, porque e como surgiu a idéia da Casa de Apoio ao Transplantado ?

Gleice:  No início de funcionamento da APAT, a diretoria médica  identificou a dificuldade de tratamento que seus paciente mais carentes enfrentavam por não terem condições de permanência na cidade de São Paulo. O fato é que muitos desses pacientes vinham de vários Estados do país e permanecer em São Paulo era quase impossível, ás vezes ficavam em pensões, albergues sem condições de higiene exigidas pelos médicos e muitas vezes não tinham para onde ir. Acabavam desistindo do tratamento. Então a diretoria teve a idéia de criar o Projeto Casa de Apoio ao Transplantado com início em março de 2004, que abriga atualmente pacientes nestas condições.

DiabeteNet:  Que tipo e quantos pacientes a Casa de Apoio está capacitada  a atender ?

Gleice:  O perfil do paciente da Casa de Apoio é na maioria das vezes candidato a transplante ou já transplantado de pâncreas, pâncreas/rim, fígado e intestino.A Casa de Apoio ao Transplantado tem condições para abrigar sete pacientes e sete acompanhantes, inclusive quando caso de doado vivo.

DiabeteNet:   Como se dá o atendimento ao paciente na Casa de Apoio  ? E quantas pessoas trabalham nela  ?

Gleice:  Primeiramente é feita uma triagem de pacientes carentes encaminhados pela equipe médica mantenedora da APAT. Os pacientes admitidos recebem três meses de abrigo gratuito de acordo com a disponibilidade de vagas, a Casa de Apoio não fornece alimentação ,mas quando a entidade recebe doações de alimentos o uso é comum a todos.
Atualmente temos a colaboração de 13 voluntários e uma funcionária, que são profissionais de diversas áreas, pessoas transplantadas, amigos e parentes de familiares que buscam recursos para
manter o projeto e profissionais psicólogos que dão assistência aos pacientes.

DiabeteNet:   Como sobrevive a APAT e a Casa de Apoio ?

Gleice:  A APAT sobrevive de doações recebidas de colaboradores, pessoas sensibilizadas pela causa, pacientes e parentes.

DiabeteNet:   Além da hospedagem, que possibilita a vinda destes  pacientes a São Paulo para fazer o transplante, o que você acredita ser um dos maiores benefícios da Casa de Apoio  ?

Gleice:  O maior benefício que a Casa de Apoio oferece além do alojameto e refeitório, é o clima familiar que a casa proporciona. Aqui eles têm atendimento psicológico individual, terapia ocupacional, trocam experiências com outros pacientes abrigados na casa, convivem com alguns voluntários transplantados que transmitem  esperança e auxiliam nas dúvidas em relação às medicações e o transplante. Todo esse trabalho da Casa de Apoio faz com que o tempo cronológico seja amenizado e mais feliz, dando a esperança de logo retornarem para as suas casas.

DiabeteNet:   De que forma, quem quiser pode colaborar com a APAT e com a Casa de  Apoio ?

Gleice:  Quem quiser colaborar poderá fazer a doação em nossa conta bancária : Banco Bradesco, Agência : 1191-6 conta corrente 110.555-8, ou se quiser ser um associado mantenedor poderá preencher o formulário no site www.apat.org.br ou ligar para (11) 5573-3052 ,contribuindo através de boleto bancário ou doação em conta bancária de acordo com a periodicidade sugerida pelo associado.

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Comentários sobre este conteúdo

  • Odete
    30/10/2008 - 09:33

    Achei esta entrevista ótima,porem ainda as casas de apoio não são suficientes,por exemplo, tenho um paciente de 19 anos, que precisa de uma casa de apoio, e é muito dificil conseguir vaga por causa da idade.
    ja passei e-maill para Apat, estou aguardando retorno. E é assim fico aguardando retorno. na pratica é bem diferente.
    um grande abraço Odete

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