Obesidade infantil - Diabetes, Vida e Comunidade

Obesidade infantil

01/04/2006 - Sentidos.com.br


Quase metade das crianças da América do Norte e do Sul e 38% das européias estarão acima do peso em 2010. A informação faz parte de um estudo publicado na International Journal of Pediatric Obesity, revista científica especializada na área de obesidade infantil. A pesquisa se baseou em relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde foram analisados números referentes a crianças em idade escolar de 25 países.

Além do sobrepeso, a pesquisa prediz que 10% das crianças da Europa e 15,2% das que vivem na América do Norte e do Sul serão obesas até o fim desta década. O surgimento de pressão alta, problemas de colesterol, maior incidência de diabete tipo 2 e propensão precoce a doenças cardíacas são as principais conseqüências do aumento de peso na infância.

Os números detalhados do estudo mostram que serão 26 milhões de jovens e crianças obesos ou com sobrepeso na União Européia até o fim da década. Nas Américas do Norte e do Sul, 28% das crianças atualmente estão acima do peso. No Brasil, cerca de 30% das crianças estão acima do peso e entre 10% e 15%, obesas. "Nossas crianças estão ficando, a cada dia, mais obesas e seus pais muito preocupados. Eles não se lembram quando tudo começou. Sabem apenas que não conseguem mais controlar os hábitos alimentares inapropriados dos filhos. Fast foods, refeições fora de casa e desregradas colaboram para o aumento dos casos de obesidade", afirma o Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida, médico nutrólogo e pediatra, que integra a Diretoria da ABRAN, Associação Brasileira de Nutrologia.

Para a Dra. Elza Mello, diretora do Departamento de Nutrologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além da alimentação desregrada, uma das causas para o aumento da obesidade infantil é o sedentarismo. "As crianças devem ser estimuladas a praticar atividades físicas, independente de estarem obesas ou não. A prioridade são os esportes coletivos, que socializam e divertem. A ociosidade é oportunidade para o consumo desordenado de alimentos, principalmente de guloseimas, com conseqüente ganho de peso", afirma o médico.

Dificuldades no tratamento
Tratar a obesidade infantil não é fácil. Lidar com o problema requer que o médico conte com o apoio da família e com a ajuda de uma equipe multiprofissional composta por pediatras, nutrólogos, endocrinologistas, psicólogos e nutricionistas. Uma questão essencial é incentivar a criança a cooperar, para que ela possa se envolver no tratamento da obesidade. "O principal interessado, muitas vezes, não entende o que é ser obeso e não tem a noção de que encontra-se doente. Mesmo assim, não podemos pedir que os pais voltem ao consultório mais tarde, quando a criança começar a se interessar pelo problema. Precisamos utilizar autoridade e criatividade para tratar a obesidade infantil", recomenda o Dr. Carlos Nogueira.

"A dieta das crianças deve ser individualizada. Por estarem em fase de crescimento, precisam se alimentar bem. Não podemos impingir muitos sacrifícios: elas não devem ser obrigadas a comer o que não gostam e também não devem ser privadas dos alimentos que gostam, desde que entendam que todos têm limitações ao ingeri-los", defende a Dra. Elza Mello.

Alternativas
Um Decreto publicado pela Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, no dia 24 de março de 2005, tenta reverter este quadro de aumento da obesidade no estado de São Paulo e melhorar a qualidade dos alimentos servidos nas cantinas das escolas estaduais.

As principais recomendações feitas pela Secretaria são a moderação no consumo de açúcares, gordura e sal; a substituição de refrigerantes por sucos, bebidas lácteas ou à base de extratos ou fermentados (soja, leite etc.); a substituição de frituras por salgados e doces assados; evitar a venda de balas, gomas de mascar e salgadinhos industrializados em pacotes; a opção pela venda de barras de chocolate menores de 30g.

Além de mudar o cardápio, a portaria determina a implantação de um programa educativo interdisciplinar nas escolas onde professores de Ciências e Educação Física vão abordar a importância da boa alimentação, em suas aulas.

A ABRAN
A ABRAN - Associação Brasileira de Nutrologia - é uma entidade médica científica, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina. Fundada em 1973, dedica-se ao estudo dos nutrientes dos alimentos, decisivos no diagnóstico, na prevenção e no tratamento da maior parte das doenças que afetam o ser humano. Reúne 2.800 associados, entre médicos nutrólogos, cientistas, pesquisadores e profissionais da área de nutrição, que atuam no desenvolvimento e atualização científica em prol do bem estar nutricional, físico, social e mental da população.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Barcelona Soluções Corporativas
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