“A nossa intenção não é fazer cura mas prevenir e informar o diabético” - Diabetes, Vida e Comunidade

“A nossa intenção não é fazer cura mas prevenir e informar o diabético”

30/11/2007 - Jornal do Barreiro


Criada formalmente em Abril de 2001 a Associação de Diabéticos do Concelho do Barreiro (ADCB), tem tido até hoje um papel, que embora seja “dinâmico”, em prol da divulgação das acções que desenvolve para os sócios e população em geral, parece não ter chegado ainda a muitos conterrâneos. A existência de poucas associações deste género num país onde se calcula que exista um número superior a 650 mil diabéticos diagnosticados, a ADCB ganha especial relevo por tudo o que tem para oferecer aos sócios.

Pode parecer estranho mas em pleno século XXI ainda existem pessoas que julgam que a diabetes é uma doença contagiosa, muito talvez pelo facto de ser actualmente considerada como a segunda doença crónica do mundo, seguida do Vírus HIV/Sida que detém o primeiro lugar, e cujas formas de contágio parecem ainda não ter reunido consenso na mente de muitos.

A “falta de informação” é a principal razão para que tal aconteça na opinião de Leonel Brandão, presidente do Conselho Executivo da ADCB que por isso mesmo garante que o principal objectivo da Associação de Diabéticos é acima de tudo “informar e sensibilizar as populações para a problemática da “Diabetes Mellitus”, entre outras onde se inclui “o fomento e organização de actividades que visam a melhoria das condições de vida dos diabéticos”; “a promoção, o convívio e a defesa dos interesses dos associados e um acesso mais fácil a cuidados de saúde especializados.”


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), prevê-se que os índices de mortalidade aumentem 25 por cento na próxima década, caso não sejam tomadas as medidas necessárias para travar o avanço da epidemia, pondo em causa a actual esperança média de vida.


É nesta luta que se encontra a ADCB já lá vão sete anos, embora Leonel Brandão considere que a diabetes possui características tão especificas que lhe permitem afirmar que “os diabéticos podem ter melhores condições de vida do que aqueles que não o são, devido ao auto-controlo e auto-disciplina exigida em relação à alimentação e aos cuidados de saúde, o que faz com que os diabéticos conheçam em pormenor a sua saúde e por isso sejam mais disciplinados para possuírem uma melhor qualidade de vida.”

Associação aposta em apoios clínicos para sócios

A Associação de Diabéticos do Concelho do Barreiro, enquanto entidade sem fins lucrativos encontra-se actualmente numa fase de transformação que segundo Leonel Brandão “é positiva”, tendo em conta os inúmeros projectos que já estão em curso e os futuros que embora ainda estejam na “gaveta” têm pernas para andar.


“A Associação tem vindo a crescer significativamente quer no número de sócios, quer no tipo de actividades desenvolvidas, assim como nas ofertas para os associados, apesar da sede social se manter a mesma desde o arranque. A prestação de apoio aos sócios tem vindo a crescer na participação ou comparticipação da entrega de aparelhos de auto vigilância. Temos feito acções de formação que visam a educação para os diabéticos a nível de apoios clínicos, sobre o que é a doença, como se contorna e como se criam melhores condições de vida para os diabéticos e respectivas famílias.


Simultaneamente temos desenvolvido acções de formação para pessoal profissional, como auxiliares de acção médica e auxiliares de terceira idade no sentido de saber como se deve reagir a determinadas situações. A nossa atitude tem sido na defesa de uma melhor educação, numa atitude pedagógica”, explicou.


“A forma mais visível do nosso apoio aos sócios é com a realização de consultas médicas. Neste momento temos em exercício consultas de diabetes, de psicologia, nutrição/dietas e pedologia”, acrescentou. Nesta matéria Leonel Brandão faz uma referência especial tendo em conta que “a sul do Tejo não existem consultas de pedologia a não ser na Associação.” A concretização deste objectivo só foi possível, segundo explica, graças à elaboração de um projecto “bem estruturado e fundamentado”, por parte da ADCB que mereceu a aprovação e o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian. “Como se trata de uma Fundação de prestígio que não apoia qualquer tipo de projecto, ficámos muito satisfeitos porque isso revela a qualidade do nosso trabalho. Para além disso, a credibilidade que a Associação foi criando permitiu que esse apoio se concretizasse”, acrescentou.


“Este tipo de consultas são fundamentais para os nossos sócios, sobretudo porque têm uma regularidade muito boa, cerca de duas a três vezes por semana onde são atendidas uma dúzia de pessoas nesse horário.”


No que toca aos números de associados, a Associação não tem razões de queixa, até porque os interessados têm vindo a ser cada vez mais, perfazendo um total de 1200 sócios actualmente. Desses, 2/3 são do concelho do Barreiro, sendo que mais ou menos 1/3 reside no concelho da Moita, para além de existirem sócios de outras regiões, onde Setúbal está incluído.


No que toca à característica clínica dos mesmos, cerca de 2/3 são diabéticos por oposição a 1/3 que não o é, ou não está diagnosticado como tal. Na sua maioria o que prevalece é a diabetes tipo II, com cerca de 80 por cento dos sócios a padecerem deste tipo.


Todos os dias são diagnosticados 200 novos casos

Voltando aos números pelo quão explícitos podem ser, importa referir que segundo os dados da Federação Internacional da Diabetes, a diabetes afecta 246 milhões de pessoas a nível mundial e prevê-se que este número atinja os 380 milhões em 2025. Todos os dias são diagnosticadas 200 novos casos de crianças com diabetes tipo 1 e estima-se que, em todo o mundo, mais de 440 mil crianças com menos de 14 anos têm esse tipo de diabetes.

É esta a realidade das sociedades desenvolvidas que está a tornar a percentagem entre a diabetes tipo 1 e tipo 2 cada vez mais curta, e está a afectar mais jovens, pelo que as campanhas de informação e sensibilização sobre a doença crónica têm sido uma actividade importante no âmbito dos objectivos da ADCB.


“O interesse e a vontade começam a ser maiores por parte da juventude, o que é muito bom. Temos desenvolvido acções que visam o segmento mais jovem da população no sentido de dar a conhecer a Associação, porque na maior parte dos casos as pessoas apenas conhecem a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), quando existem a nível nacional mais de uma dúzia, sendo que dessas três ou quatro estão a laborar de forma muito activa onde incluímos a nossa. As outras estão ainda a crescer pelo que não têm uma estrutura muito bem fundamentada”, afirmou.


“É muito difícil para um jovem de 20 anos aceitar que de repente lhe é diagnosticada diabetes. É preciso que ele tenha um bom acompanhamento a todos os níveis, sobretudo psicológico, na primeira fase, daí darmos muita importância às nossas consultas nesse campo”, assumiu.


Ao possuir na sua estrutura um órgão designado de Gabinete Técnico de Saúde constituído por médicos, farmacêuticos e psicólogos, entre outros, a ADCB fala com orgulho do apoio clínico que presta aos sócios, e explica que o valor da quota é tão simbólico que qualquer diabético ou não diabético pode-se associar para usufruir do serviço.


“Em termos de acompanhamento científico médico e clínico estamos muito bem acompanhados. A prová-lo está o projecto apoiado financeiramente pela Gulbenkian, da pedologia, e outro que elaborámos o ano passado, que julgo que é inédito a nível nacional. Tratou-se de um estudo efectuado no concelho do Barreiro sobre a prevenção da obesidade infantil ao nível das escolas dos alunos do 1º ciclo do concelho. O projecto foi apresentado por duas das «nossas» nutricionistas, Joana Lobo e Adelina Correia que fizeram um estudo nas cinco das oito freguesias do concelho, porque três delas não puderam colaborar do ponto de vista financeiro”, explicou.

“Este projecto que já está elaborado permite fazer uma primeira análise ao nível da obesidade no concelho do Barreiro. Neste sentido estão a ser criadas as condições para que em 2008 seja feito um estudo mais transversal e mais forte, elaborado em parceria entre a Associação de Diabéticos e a CMB ao nível de todo o concelho”, informou.

O objectivo, segundo refere, é sobretudo “participar” tendo em conta o cumprimento dos estatutos da ADCB, nos quais se comprometeram “a participar, colaborar, incentivar e melhorar as matérias de saúde pública.”


Para Leonel Brandão é importante combater a obesidade, até porque é um mal que cada vez mais tem a ver com os diabéticos. A pensar na prevenção, sobretudo a nível dos mais jovens a ADCB está também integrada no Grupo de Promoção Local do Shape Up, promovido pela CMB.


As parcerias entre a ADCB e diversas entidades públicas e privadas do concelho foram focadas pelo presidente da Associação que entre elas, falou dos contactos desenvolvidos em conjunto com o Centro de Saúde do Barreiro que têm tendência a ser cada vez melhores em prol dos sócios. O mesmo acontece no que toca ao acesso a consultas da especialidade, que graças a essas parcerias permitem que os sócios com um desconto de 10 por cento possam ser rapidamente atendidos em diversas clínicas do concelho.


Já em curso está outro projecto que embora tenha arrancado a nível internacional, a nível nacional está apenas a ser implementado no concelho pela ADCB em parceria com a Escola Nacional de Saúde e o Centro de Saúde do Barreiro.


De seu nome “Informação na Saúde”, este projecto permite que todos os sócios interessados possam ter aulas de formação em computadores, na própria sede da Associação tendo em vista a aprendizagem da navegação na Internet, para que numa fase posterior, os utentes puderem recolher informação sobre saúde, entre outras matérias, no sentido de começarem a entrar em contacto com os respectivos médicos de família via Internet, substituindo assim a rotina das consultas.


Desta forma os doentes podem registar as análises que fazem da glicemia, tensão ou colesterol entre outras e informar directamente o médico que faz o retorno da informação inclusive em termos de receituário, sem que o utente tenha que se deslocar ao Centro de Saúde, de acordo com Leonel Brandão.


“A filosofia que queremos imprimir tem a ver com o empowerment, ou seja, o poder do cidadão, em que este discute com o médico a sua saúde. É obvio que a decisão final é sempre do clínico, mas o próprio «dono da sua saúde» analisa as hipóteses possíveis e o que é melhor para si”, justificou.


A iniciativa “inédita” que conta já com 28 educandos só foi possível graças à Escola Nacional de Saúde que não só cedeu os computadores necessários como pessoal para fazer a formação.


Na opinião de Leonel Brandão este tipo de iniciativa ganha especial sentido no que toca aos diabéticos por serem os próprios doentes aqueles que maior controlo têm sobre a sua doença.

ADCB que ser IPSS

Numa fase de crescimento a direcção da ADCB afiança que está consciente que pode dar importantes passos em frente, seguros e ponderados. O primeiro prende-se com uma série de actividades nas quais assenta a divulgação da imagem e existência daquilo que a ADCB tem para oferecer.

Já o segundo passo relaciona-se com uma alteração estatutária que a Associação se prepara para aprovar em Assembleia-geral no início de 2008, cujo principal objectivo é passar a ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), deixando de ser apenas Associação sem fins lucrativos. É também nesta sessão que a direcção da ADCB se prepara para pôr à discussão dos sócios a alteração da sua designação, para no futuro passar a ser Associação dos Diabéticos dos Concelhos do Barreiro e Moita.


Por detrás destas intenções estão objectivos claros que Leonel Brandão explicou: “Se formos uma IPSS temos possibilidades jurídicas de obter mais apoios de organismos públicos, a nível da administração central e local, entre outros, para melhorar as condições de acesso aos nossos sócios assim como todo o tipo de apoios que disponibilizamos.” Não obstante a alteração da designação visa um aspecto formal que lhes pode abrir muitas portas no concelho da Moita, até porque no momento este concelho já faz parte da área da influência da ADCB.


Os projectos são muitos tendo em vista o futuro, mas os passos da ADCB têm de ser pequenos e ponderados, segundo explicou Leonel Brandão por causa do problema da falta de instalações. “A única situação que nos impede de evoluir com a rapidez que desejamos é a falta de instalações, visto que as actuais possuem apenas dois gabinetes médicos. Num deles estão a decorrer as consultas de pedologia, onde também têm lugar as aulas do projecto de informação na saúde. No outro tem lugar um gabinete médico onde damos as consultas de diabetes, nutrição e psicologia que é ao mesmo tempo a sala do nosso executivo. A este espaço junta-se apenas mais uma sala administrativa e uma sala multiusos que é para tudo, desde reuniões a aprendizagem de tapetes de Arraiolos, entre outras actividades de lazer e tempos livres que a Associação promove.”


“Precisamos de um espaço com 200 m2

Com sede há sete anos no rés-do-chão de um prédio habitacional na Rua Júlio Dinis, na freguesia da Verderena, a ADCB sublinha que tem procurado nos últimos tempos outro espaço, sem sucesso. Apesar da renda que ronda os 400 euros não ter sido sujeita a alterações, o que segundo reconhecem “não deixa de ser uma vantagem”, há muito que o espaço se tornou pequeno para as grandes aspirações e projectos que só ainda não avançaram devido ao espaço, porque já têm inclusive financiamento garantido.

“Nesse momento ainda não conseguimos arrancar com as consultas de oftalmologia na área da retinopatiadiabética por falta de espaço. Temos o projecto elaborado na gaveta e uma entidade que nos garante o apoio de cerca de 105 mil euros necessários só para aquisição de equipamento. O nosso problema neste caso nem sequer é o dinheiro mas sim o local onde vamos colocar o material e avançar com as consultas”, lamentou.


“Estamos a trabalhar no sentido de conseguirmos novas instalações, embora esteja fora do nosso alcance a aquisição, enquanto Associação sem fins lucrativos, apesar de conseguirmos chegar ao final do ano com saldo positivo. Para crescermos precisamos de uma casa com cerca de 200 m2”, afiançou.


Segundo explicam a ADCB tentou saber junto de algumas entidades, nomeadamente das autarquias, qual era a disponibilidade de cedência de um espaço dentro do património Municipal, mas as respostas não foram positivas.


 “Inicialmente tivemos algum apoio financeiro por parte da CMB, que embora não estivesse formalmente indicado que era para pagar a renda, servia para cobrir essa despesa. Recebemos durante cinco anos esse apoio, que há dois anos cessou”, explicou Leonel Brandão.


As investidas para mudar de casa têm sido algumas mas o problema tem sido sempre o mesmo: “ninguém aluga, só vende”, segundo garantiu o presidente da direcção.


“Para cumprirmos os nossos objectivos precisamos de três gabinetes médicos, uma sala pequena de apoio administrativo e um pequeno auditório para as nossas formações. Sempre fui o principal entusiasta na mudança, mas neste momento estou a ver muitas dificuldades nesse aspecto.”


Ainda assim da parte da Câmara Municipal da Moita, por exemplo, a ADCB já teve inclusive a informação por parte do executivo de que estão em condições de ceder um terreno à Associação. “É uma óptima oferta, mas para isso temos de ter um projecto e alguma capacidade financeira para podermos construir, coisa que não temos por enquanto. Para além do mais gostaríamos de nos manter no Barreiro. De qualquer forma é sem dúvida um apoio que fica registado como muito importante e a ser ponderado”, salientou.


“Estou convencido que com a designação (ADC - Barreiro e Moita), por parte do município da Moita teremos muitos e mais apoios. A freguesia da Baixa da Banheira, por exemplo, tem uma verba anual comprometida no orçamento para nós. É uma autarquia que tem tido sempre essa iniciativa”, elogiou.


Quando se fala na necessidade de apoios, Leonel Brandão quis deixar claro que quando se refere a esse tipo de pedidos fá-lo “não para a Associação, mas sim para projectos de trabalho e de execução apresentados e fundamentados ao pormenor para que se saiba quanto é que realmente é necessário e onde são investidas as verbas.”


Governo decidiu comparticipar Bombas infusoras e injecção de acção lenta a 100%

No dia em que se comemorou a data Internacional da Diabetes, assinalada a 14 de Novembro, o Governo Português decidiu comparticipar a 100 por cento as bombas infusoras de insulina e também a injecção de insulina de acção lenta, num investimento superior a seis milhões de euros, segundo anunciou o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos.


 No entanto, nem todos os diabéticos vão beneficiar, ao mesmo tempo, destas terapias comparticipadas a 100 por cento, já que de acordo com o secretário de estado “os apoios serão concedidos ao longo dos próximos anos.” Ainda assim Francisco Ramos garantiu que “a medida permite chegar a um conjunto de vários milhares de doentes para quem esta insulina é muito importante, uma vez que são doentes que têm mais complicações ou mais episódios de hipoglicemia, para quem a insulina de acção lenta facilita muito a vida. No caso das bombas, estamos a falar de cerca de 500 a 800 doentes”, assegurou.


Para Leonel Brandão a medida não pode deixar de ser elogiada, ainda mais porque o custo da bomba infusora varia entre os 1500 e os 3500 euros, o que significa que não é para todas as bolsas, pelo que a comparticipação a 100 por cento por parte do Estado é bem vista. “Sabemos que não vai ficar acessível a todas as pessoas, mas esta acessibilidade já abre uma porta importante ao segmento jovem que é o que mais necessita.”


A luta por ver melhoradas outras políticas de saúde, sobretudo no que toca ao acesso ao Serviço Nacional de Saúde, mantém-se contudo da parte da ADCB, por acreditarem que ainda padece de muitas falhas. “Muitos dos diabéticos do Barreiro têm dificuldade em conseguir consultas. Sem médicos de família também existem muitos. Acreditamos que as Unidades de Saúde Familiar a arrancarem ainda este ano no Centro de Saúde da Quinta da Lomba vão permitir atenuar em muito este problema”, concluiu Leonel Brandão.

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