Nutrição e saúde globalizada - Diabetes, Vida e Comunidade

Nutrição e saúde globalizada

21/03/2008 - Bem Paraná


Que o alimento é vida, todos concordamos, mas escolher qual alimento é realmente necessário para cada indivíduo depende de muitas coisas. Decidir o que vamos comer atualmente tem uma premissa para alguns que desejam ter uma vida saudável: ser feliz ou fazer o que é certo?

Ficamos entre a batata frita e a salada de alface, entre o chocolate e a barra de cereal, entre o suco natural e o refrigerante. Estamos passando um período de  transição nutricional, temos desnutridos ao lado de obesos, anoréxicos ao lado de bulímicos, vegetarianos ao lado de comedores compulsivos de fast-food. È verdadeiramente uma Babel alimentar. Às vezes, pode parecer impossível simplesmente comer e ser feliz e saudável. A antropologia diz que a comida envolve emoção, trabalha com a memória e com o sentimento, pensemos então que há muito mais por trás do prato nosso de todo dia do que podemos imaginar.

A célebre frase de Brillat-Savarin, no início do séc. XIX : “ diz-me o que comes e eu te direi quem és” já era um indicativo de que o que escolhemos para comer pode servir para nos definir. È claro que nem paramos para pensar nisso. Se temos uma história, temos também uma história dos alimentos que escolhemos ao longo da nossa vida.

O alimento nos une em festas e jantares, nos classifica socialmente de acordo com nosso comportamento à mesa e, à medida que sabor e saber têm a mesma origem (do latim sapere) também o que comemos sinaliza a nossa cultura.

Da mesma maneira que tomamos decisões sobre a nossa profissão, decidir sobre nosso estilo de vida e sobre o que devemos ou não comer também deve ser pensado e planejado. Não levar em consideração a necessidade e importância real dos alimentos já fez exércitos poderosos perderem guerras consideradas já vencidas e, atualmente, nos empurra para uma estatística assustadora de um futuro de obesos, diabéticos e cardíacos.

Com o discurso de que não temos tempo, utilizamos refeições prontas, congeladas, pizzas, sanduíches e pacotes e mais pacotes de salgadinhos e doces. E a indústria alimentícia cresce, transformando ingredientes baratos em alimentos cada vez menos nutritivos, mas coloridos e cheios de sabores artificiais.  A comida moderna é prática e sacia, principalmente utilizando gordura trans e muito carboidrato refinado, sendo alimentos pobres em nutrientes e cheios de calorias.

Se pensarmos em valores culturais, comer sanduíche e pizza nos faz  sentir jovens e comer arroz, feijão e farinha nos deixa com características dos nossos avós. E é isso que permitimos que a mídia e a globalização façam com nossos hábitos alimentares. Então, para comermos e nos nutrir  de forma adequada é melhor pararmos para pensar seriamente nesta questão e fazermos escolhas saudáveis, afinal, podemos comer de tudo desde que devidamente equilibrado.

Não basta termos consciência política, social e tantas outras, termos de ter consciência do que comemos para não sermos influenciados pela indústria alimentícia e de marketing.

Os alimentos industrializados não devem fazer parte do nosso dia-a-dia e sim da exceção. Devemos escolher alimentos frescos como vegetais e frutas e incorporá-los nas três  refeições principais e consumir  alimentos integrais como arroz e pães. Essas ações já interferem na prevenção de doenças crônico-degenerativas como obesidade, diabete e doenças cardiovasculares.
A Comunidade DiabeteNet.Com.Br tem como finalidade informar e interagir com os seus usuários. Antes de qualquer decisão ou atitude, é indispensavel a discussão sobre os pontos aqui abordados juntamente com médicos de sua confiança.

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