Biofeedbach ajuda no autocontrole - Diabetes, Vida e Comunidade

Biofeedbach ajuda no autocontrole

11/06/2008 - Diário de Natal


Um treinamento para melhorar o autocontrole sobre o corpo. É o que uma terapia de ponta chamada Biofeedback proporciona aos pacientes. Com o auxílio de aparelhos eletrônicos, a pessoa em tratamento toma conhecimento de dados fisiológicos de seu corpo e aprende a lidar com reações que antes eram completamente involuntárias.

Por causa das mudanças da vida moderna, as pessoas têm sido submetidas a situações de estresse freqüentemente e o corpo reage a isso. Assim como todos os outros animais, nosso organismo, em uma situação de estresse, se prepara para reagir em ataque ou em fuga.

Para explicar isso melhor, o psiquiatra e psicofisiologista Márcio Tassino exemplifica com a situação de um gato, no momento de alerta, com pêlos eriçados. Naquele instante, o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) simpático dele entrou em ação. Suas glândulas supra-renais injetaram adrenalina no corpo, o que causou uma série de alterações como o aumento dos batimentos cardíacos, aumento da glicose no sangue e a contração dos vasos sangüíneos periféricos, por exemplo. O animal, então, está pronto para atacar ou para fugir.

Com o ser humano acontece dessa mesma maneira. Contudo, se o gato e os outros animais resolvem aquilo no momento do estímulo, o ser humano é a única espécie que pode protelar essa ação de ataque ou fuga, que é a tradução da preparação do organismo em movimento. Enquanto isso, o corpo vai somando essas alterações que têm como conseqüência doenças como úlceras, cefaléias tensionais e enxaquecas, distúrbios da Articulação Temporo-Mandibular (ATM), hipertensões e muitos outros problemas.

Um dos pioneiros no Brasil, o médico. Márcio Tassino trouxe o Biofeedback para Natal no ano de 1999. Ele explica que a ação do SNA simpático é desejável. O organismo precisa mesmo estar ativado para reagir a estímulos normais. ‘‘Os estresses da vida moderna é que não são normais’’, diz o doutor. Entretanto, o corpo também precisa ter a capacidade de se desarmar, desativar, o que é função do SNA parassimpático. Ou seja, é necessário haver um equilíbrio entre o sistema simpático e parassimpático. A condição de estresse constante, de ativação permanente, é que é prejudicial à saúde.

Dessa maneira, o paciente passa por sessões de relaxamento tutoradas para ir tomando consciência do corpo e aprendendo, por meio de exercícios, a controlá-lo. Tassino diz que isso já existe em outros tratamentos alternativos, como a yoga, por exemplo. A diferença está justamente no feedback, no retorno que o paciente recebe. No Biofeedback, ele vê na tela do computador, no momento em que está fazendo os exercícios, as reações involuntárias do corpo. A partir disso, age conscientemente para alterar voluntariamente os índices indesejados.

Problemas como fraqueza muscular após acidentes vasculares, desordem de déficit de atenção com ou sem hiperatividade, incontinência fecal e urinária, doença de Raynaud, seqüelas neuro-musculares por AVCs, entre outros, também são tratados em aplicações cada vez mais complexas da técnica. O tratamento pode ser isolado ou conjugado com outras especialidades, como a fisioterapia e odontologia. Vale salientar que o Biofeedback não usa medicamentos. No entanto, o o médico Márcio Tassino faz questão de frisar que a técnica ‘‘não é a panacéia que vai curar tudo. Se fosse assim, não seria uma medicina séria’’.

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