Fenofibrate reduz o risco de amputações nos pacientes com diabetes tipo 2 - Diabetes, Vida e Comunidade

Fenofibrate reduz o risco de amputações nos pacientes com diabetes tipo 2

09/09/2008 - Yahoo


Novos empolgantes dados do Estudo FIELD demonstram benefícios microvasculares adicionais do Fenofibrate

A primeira vez em um estudo de prospectiva de larga escala que qualquer terapia modificadora de lipídeos demonstra uma redução substancial do risco de amputação de membro inferior em pacientes com Diabetes tipo 2

ROMA, 9 de setembro /PRNewswire/ -- O tratamento de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 com FENOFIBRATE reduz o risco de amputações, incluindo as associadas com doença microvascular, de acordo com novos dados do estudo FIELD apresentado pela primeira vez na Associação Européia para o Estudo de Diabetes em Roma em setembro de 2008.(1) Estes resultados são um acréscimo aos outros benefícios microvasculares demonstrados com o fenofibrate na retinopatia diabética, publicado no The Lancet 2007,(2) e na nefropatia diabética, publicado no The Lancet 2005.(3)

Os pesquisadores do estudo FIELD demonstraram que, em um acompanhamento em média de 5 anos, o tratamento com fenofibrate reduziu o risco de amputação não traumática em 38% (p=0,011), principalmente devido à redução da amputação considerada relacionada com a doença microvascular em 47% (p=0,025). Os pacientes que tiveram uma amputação associada com doença microvascular eram ligeiramente mais jovens e mais pesados e eram mais propensos a ter outra doença microvascular, incluindo olho diabético e doença dos rins.

De acordo com o Professor Keech, investigador principal do estudo FIELD: 'Os efeitos do fenofibrate na redução do risco de amputação nos pacientes com complicações microvasculares estabelecidas foram particularmente contundentes e provam ainda mais a importância dos benefícios clínicos do fenofibrate nos eventos com associação microvascular no diabetes tipo 2'.

Análise do FIELD das amputações

Todas as amputações não traumáticas ocorridas durante o estudo FIELD foram analisadas por 2 médicos 'cegos' no estudo do tratamento. As razões para amputações foram registradas como presumidamente microvascular (amputações de dedos ou parte anterior do pé [chamadas amputações "menores"], sem embolia ou existência de doença da grande artéria no membro) ou macrovascular (todas as outras "menores" e todas as amputações abaixo do joelho e acima do joelho ["maiores"]).

O perfil dos pacientes com maior probabilidade de amputação foi:

-- Sexo masculino

-- Longa duração do diabetes

-- Pressão arterial sistólica mais alta

-- Fumante

-- Doença vascular anterior

-- Mais complicações microvasculares

-- Mais uso de insulina na linha basal

Todas as características foram consideravelmente mais comuns do que em pacientes que não passaram por amputação.

Dentre todos os pacientes com uma amputação, o perfil dos pacientes com associação à complicação microvascular, foi:

-- Ligeiramente mais jovem (p=0,03)

-- Mais pesado (p<0,001)

-- Ligeiramente mais alto HbA1c (p=0,07)

-- Mais outros tipos de complicações microvasculares (p=0,002)

Significado para milhões de pacientes com diabetes tipo 2

A neuropatia periférica (dano no nervo) é uma complicação séria do diabetes. Dados recentes indicam que uma em cada 5 pessoas com diabetes (20%) tem neuropatia periférica, não importando se o diabetes foi diagnosticado clinicamente. O risco de neuropatia periférica é cerca de 2 vezes maior do que em pessoas sem diabetes.(4) A combinação de neuropatia periférica com problemas associados com o fornecimento de sangue para os pés podem causar úlceras dos pés e ferimentos com cicatrização demorada. A infecção destes ferimentos pode causar a amputação. A cada 30 segundos um membro é perdido devido ao diabetes e 40-70% de todas as amputações dos membros inferiores são relacionadas com o diabetes.(5)

A evidência indica que a melhora no gerenciamento, especificamente com terapia medicamentosa, tem contribuído para o declínio da mortalidade cardiovascular dos pacientes com diabetes.(6) Com as pessoas com diabetes vivendo mais tempo, maior é a probabilidade delas terem complicações microvasculares do diabetes. Junto com a crescente prevalência do diabetes tipo 2 em uma população em envelhecimento,(7) o peso das complicações microvasculares, incluindo a neuropatia diabética e a amputação, deve aumentar substancialmente no futuro.

Até mesmo quando tratados dentro dos padrões atuais para o cuidado do diabetes, os pacientes continuam tendo um alto risco residual de complicações vasculares. Isto é destacado pela evidência do teste STENO-2 com pacientes com diabetes tipo 2. Apesar do controle ideal do colesterol LDL e da pressão diastólica e glicemia normal e controle da pressão sangüínea sistólica, a doença microvascular como a retinopatia diabética, nefropatia ou neuropatia surgiu ou progrediu em até 50% destes pacientes em 8 anos.(8)

O Fenofibrate reduz o risco cardiovascular total nos pacientes com diabetes tipo 2 e com dislipidemia aterogênica (elevado nível de triglicerídeos e baixo nível de colesterol HDL).

Apesar de as estratégias atuais de gerenciamento voltadas para a redução do colesterol LDL com terapia de estatina serem eficazes na redução do risco cardiovascular dos pacientes com diabetes, conforme demonstrado pela extensa evidência com grandes números de estudos bem controlados,(9) também existem claras limitações ao tratamento da estatina. Até mesmo com doses ideais de estatina, vasta evidência de grandes testes clínicos indica que 65-90% dos eventos de CVD de pacientes com diabetes não são evitados com a terapia de estatina.(9) Isto é devido grandemente ao fato das estatinas somente abordarem parcialmente as anormalidades do baixo nível de colesterol HDL e do elevado nível de triglicerídeos que são comuns nos pacientes com diabetes tipo 2. É importante notar que os níveis de triglicerídeos e colesterol HDL são fortes prognosticadores de eventos cardiovasculares, até mesmo em pacientes que atingem níveis de colesterol LDL abaixo de 1,8mmol/L (70mg/dL).

Outros dados FIELD apresentados na EASD deste ano destacam que a redução do risco cardiovascular com o tratamento com fenofibrate é maior em pacientes com diabetes tipo 2 que tenham dislipidemia aterogênica (a combinação do alto nível de triglicerídeos (>2,3mmmol/L) com o baixo nível de colesterol de alta densidade de lipoproteína [HDL] (<1,0mmol/L para os homens e <1,3mmol/L para as mulheres); o tratamento com fenofibrate demonstrou uma redução de 27% no risco de CVD nestes pacientes.(10) Os investigadores do estudo FIELD mostraram que, entre pacientes com marcante dislipidemia diabética, 23 pacientes tiveram que ser tratados com fenofibrate durante 5 anos para evitar um evento CV

(NNT = 23), que é comparável com os benefícios da terapia com estatina já demonstrados em testes marcos.

Estes novos dados destacam os benefícios do fenofibrate nas amputações, incluindo as associadas amputações microvasculares. Junto com dados publicados anteriormente que demonstram os benefícios para os olhos e os rins, estes resultados destacam a necessidade urgente da abordagem do risco vascular residual nos pacientes com diabetes tipo 2.

Nota para os Editores

Uma completa versão deste release, incluindo todas as informações de referência, podem ser encontradas no: http://www.prnewswire.co.uk/cgi/news/release?id=236272

FONTE Manning Selvage & Lee

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