Bauruense liga tabagismo a infarto - Diabetes, Vida e Comunidade

Bauruense liga tabagismo a infarto

19/09/2008 - JCNet


Lígia Ligabue

Uma pesquisa da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) feita pelo Instituto Datafolha mostra que a população de Bauru e região aponta o fumo como principal fator de risco para a causa de infarto. Ao todo foram ouvidas 2.096 pessoas, entre 14 e 70 anos, em 85 cidades do Estado de São Paulo.

Na Capital, o levantamento sobre fatores de risco cardiovascular constatou que, depois do fumo com 32% das indicações, o estresse, com 22% de citações é considerado pelo paulistano como o principal fator. Em terceiro lugar os entrevistados apontaram a pressão alta com 18%, seguida pelo alcoolismo com 17%, sedentarismo 16% e colesterol 15%.

No Interior, o estresse aparece na média geral em terceiro lugar com 17%, empatado com a pressão alta e o alcoolismo. Em primeiro lugar, os entrevistados apontaram também o fumo com 30%, seguido pelo sedentarismo, com 21%. Mas em algumas regiões, como na de Bauru, o estresse foi citado apenas em quinto lugar pelos entrevistados e obteve média bem abaixo da Capital.

Para o cardiologista Christiano Barros, a pesquisa mostra que o bauruense sabe quais são os fatores de risco, mas alerta que o principal deles, o diabetes, não foi citado. “O tabagismo, sem dúvida nenhuma, é um fator predominante, mas não foram lembrados a hipertensão e o diabetes, que são fundamentais na formação do problema”, destaca.

A pesquisa foi elaborada para destacar o papel do estresse entre os fatores de risco – no próximo dia 23 é comemorado o Dia de Combate ao Estresse -, mas Barros observa que esse problema sozinho não é causa isolada para os infartos. “Influencia, mas não é um fator independente. Ele é associado a outros. Por exemplo: só pelo fato da pessoa ser hipertensa, ou diabética, ela corre um grande risco de sofrer um infarto”, explica. Ou seja, o estresse agrava um dos fatores independentes, mas não causa sozinho um infarto.

Determinante

E o tabagismo, apesar de ser um desses fatores, não é o principal. “Ele tem o seu papel, mas não é tão determinante quanto o diabetes, a obesidade, a hipertensão”, observa Barros.

O professor aposentado Leopoldo Zanardi, 67 anos, conta que faz caminhadas diárias, não costuma beber, só deu uns traguinhos em cigarro quando ainda estava na 5.ª série e não tem diabetes e hipertensão. Mas em janeiro sofreu um infarto, tendo que passar por cateterismo, angioplastia e internação em leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Para ele, a obesidade e o temperamento levaram seu coração ao colapso. “Acredito que foi a gordura e o estresse. Tenho um comportamento mais nervoso, agitado. A minha adrenalina corre solta”, conta.

Depois do infarto, Zanardi relata que melhorou a alimentação com a ajuda de nutricionista, aumentou a freqüência das consultas médicas e já perdeu peso. “Não como mais frituras, embutidos, evito queixos gordurosos. Como mais fibras, legumes, verduras e não passo fome”, diz. A possibilidade de voltar a ter o problema não assusta o professor. “Nem penso nisso. Faço tudo direitinho e já reassumi boa parte das minhas atividades. Procuro fazer tudo, sem abusar”, afirma.

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