21/12/2009 - O Tempo
Publicação oferece alternativa à comida processada comum do fast food
NOVA YORK, EUA. Parece que quanto mais aprendemos e falamos sobre a importância de se comer de forma saudável, pior ficam nossos hábitos alimentares e suas consequências. Isso é particularmente verdadeiro entre os adolescentes, responsáveis pelo progresso da nação e o futuro dos custos da saúde, com suas mãos cheias de fast foods e outras iguarias comuns nas lanchonetes de todo o mundo.
Nas últimas duas décadas, o número de adolescentes norte-americanos acima do peso triplicou. Desses adolescentes, 14% correm risco de desenvolver doença cardíaca, pressão alta, colesterol alto e diabetes tipo 2. Outros 14% devem se juntar em breve à multidão obesa e mal alimentada.
Contando excessivamente com uma dieta de alimentos processados, cheios de gordura e açúcar, e deficiente em frutas e vegetais ricos em nutrientes, muitos adolescentes norte-americanos são bombas-relógios ambulantes para uma doença.
Não existe época melhor do que agora para se mudar essa trajetória e colocar os jovens em um caminho mais saudável. E talvez não haja forma melhor de começar do que consultando um novo livro lançado nos Estados Unidos: "Eat Fresh Food: Awsome Recipes for Teen Chefs" (Coma Alimentos Frescos: Receitas Legais para Chefs Adolescentes), da premiada chef Rozanne Gold em colaboração com Helen Kimmel. O livro está disponível para compra em inglês na internet.
Ao criar o livro junto com cinco cozinheiros adolescentes, Rozanne assumiu o mantra de Marion Nestle, professora de nutrição e saúde pública da Universidade de Nova York, que escreveu vários livros sobre escolhas de alimentos saudáveis.
"Sempre argumentei que o melhor jeito de se fazer as pessoas comerem de forma mais saudável é ensinando as crianças a cozinhar", explica Marion.
Diretamente. A maior parte do conselho para se fazer os jovens comerem melhor é direcionada aos pais. Isso pode ser apropriado para crianças com 12 anos ou menos.
Os adolescentes geralmente desconsideram o conselho que os pais dão e costumam passar muito tempo fora de casa, brincando com seus colegas e comendo no caminho. Por isso, eles dificilmente são influenciados por aquilo que o pai e a mãe comem.
Muito melhor é incutir gradualmente o desejo de comer alimentos saudáveis, como Rozanne fez com seus jovens ajudantes.
"A comida deve ser celebrada"
Nova York. Ao enfatizar em seu livro a comida fresca, isenta de ingredientes processados, a chef Rozanne Gold consegue treinar os pequeninos a gostarem de comidas sem excesso de calorias e gorduras. Ao mesmo tempo, suas receitas destacam os ingredientes frescos cultivados localmente que se adequam a um futuro mais ambientalmente sustentável.
Entretanto, Rozanne insiste que ela não é tão utópica para querer eliminar todo fast food, batata frita e refrigerante da alimentação de cada criança. "A comida deve ser celebrada, não demonizada. É hora de acabar com a ideia de comida boa versus comida ruim. Devemos nos concentrar na comida fresca", disse ela.
A chef se vale de uma experiência pessoal. "Como aprendi com meus próprios filhos, que agora têm 40 e continuam com a mesma cinturinha da época do ensino médio, a melhor abordagem é não proibir nenhum alimento, mas encher a despensa de comida que você quer que seu filho coma - e que você quer comer também", diz, referindo-se a vegetais frescos em quase todo jantar, uma tigela de frutas na mesa e salada de frutas frescas na geladeira, além de leite desnatado, água e sucos de frutas. "Mas nada de refrigerante", diz.
Segundo a chef, as guloseimas diárias eram pães e bolinhos rápidos feitos em casa, que os meninos às vezes ajudavam a preparar. "Eles eram feitos com frutas e vegetais, e tinham significativamente menos gordura e açúcar do que os produtos comercializados em pacotes", afirma Rozanne. (JEB/NYT)
Flash
Receitas. O livro conta com uma variedade de lanches, guloseimas, hambúrgueres, pizzas, sobremesas e outras delícias preparadas por adolescentes com ingredientes frescos
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