Deborah tem diabetes, e é cantando que leva alegria a pacientes que enfrentam o mesmo problema
A esperança e a arte podem estar juntas para superar as dificuldades de uma doença que traz muito sofrimento a crianças e adolescentes: o diabetes "tipo 1". O exemplo é de uma adolescente de treze anos de muito talento. Deborah Bittencourt tem diabetes e é cantando que leva alegria a pacientes que enfrentam o mesmo problema.
“Ela ficou muito tempo sem querer que todos soubessem, por vergonha. Mas fomos explicando a ela que ela não tem cura, e que as pessoas têm que aprender a conviver”, conta a mãe de Déborah, Annie Bittencourt de Moura.
A resposta de Deborah veio por meio da arte: descobriu e desenvolveu o talento para compor canções. “Quando eu escrevo a música, eu escrevo como eu estou me sentindo. É isso que eu acho que a música fala mesmo, aquilo que você está sentindo, do fundo do coração”, diz a adolescente.
A terapeuta ocupacional Rebecca Marques explica que essas apresentações servem para minimizar o estresse dos pacientes. Anailsa de Lima, mãe de uma das crianças internadas, ficou impressionada. “Elas são jovens, né. Mas têm uma voz bem bonita”.
Deborah não fica apenas na solidão do quarto compondo suas músicas: ela aceitou convites para se apresentar às crianças internadas em hospitais e estendeu a ideia às colegas de escola. Formou-se, então, a banda Blueway que, em inglês, quer dizer caminho azul.
Larissa, Gabriela e Gisele tornaram-se companheiras que levam alegria para os pequenos que estão longe de casa, recuperando-se de cirurgias ou fazendo tratamentos de saúde. “Eu cresci com ela, e vivo com ela desde pequena. A notícia da doença foi ruim, mas vejo que com a música ela fica bem. Isso em deixa feliz”, diz a baterista da banda, Gisele Cristina de Lima, 13 anos.
No Instituto Materno-infantil de Pernambuco (Imip), a banda é muito bem vinda. As meninas também fazem shows para arrecadar alimentos, roupas e brinquedos.
RESTAURAÇÃO No Hospital da Restauração (HR), existe um serviço de graça para orientar pacientes de diabetes tipo 1. No auditório, toda terça-feira pela manhã, há reunião para direcionar e educar diabéticos.
A médica responsável, Elcy Falcão, explica. “Trabalhamos diretamente fazendo trabalho de educação. Questão de contagem de carboidrato, a também fazer auto-aplicação. Eles absorvem e se sentem mais seguros”, falou.
Crianças que começam a urinar muito, beber muita água, comer muito e, ainda assim, perder peso, é preciso desconfiar e fazer o teste de glicose. Para outras informações, o telefone do HR é 3181.5670.
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pra mim é muito dificil conviver com essa doença, pois emagrecir muito, descobrir que tenho problema com tiroiede e pra mim esta sendo ruim parece que a vida não tem mais sentido...