Tratamento de idoso diabético vai mudar - Diabetes, Vida e Comunidade

Tratamento de idoso diabético vai mudar

22/05/2010 - Ultimo Segundo


A Sociedade Brasileira do Diabetes (SBD) vai orientar todos os médicos associados a mudar a abordagem e o tratamento dos pacientes com mais de 60 anos.

Os idosos que foram portadores da doença terão metas de controle de açúcar no sangue mais brandas do que as estabelecidas para outras faixas etárias.

A taxa de glicemia é o que mensura se a doença crônica, uma das líderes de causa de morte no País, está controlada ou não. Até o final do ano passado, independente da idade do paciente, a diretriz da SDB era de que todos os diabéticos tivessem níveis de hemoglobina (o nome correto de açúcar no sangue) entre 6% e 7%. Agora, só para os mais velhos, a meta passará a ser de 8%.

A proposta é disseminar entre os especialistas a nova recomendação no primeiro Simpósio Nacional de Diabetes em Idosos, que começa nesta semana em São Paulo. Os índices menos rígidos de controle de diabetes para a terceira idade fazem parte de um pacote de mudanças no tratamento para diminuir as sequelas mais extremas da doença, que são: depressão, cegueira, amputação de membros e isolamento social.

“O paciente idoso merece toda a nossa atenção e tratamento diferenciado porque ele exige cuidados mais específicos”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti da Silva. O médico explica que a primeira diferença entre o idoso diabético e o mais jovem é que o idoso tem a idade das artérias 10 anos mais velha do que a sua idade cronológica.

“Só isso já seria suficiente para causar problemas para a prática de exercícios, fundamental para o controle da doença, mas tem a questão do medo de cair e restrição física do idoso, dois fatores que complicam a situação. Sem contar as possíveis deficiências cognitivas, que deixam os pacientes mais confusos e com dificuldade de controlar os horários dos medicamentos e refeições”, completa o especialista, acrescentando que todas essas características justificam as taxas diferenciadas de controle glicêmico.

Silva afirma ainda que, sem estarem tão pressionados com a doença em constante descontrole, a mesma diretriz de mudança de padrão de taxa de glicose pode ser “remédio” para a depressão, que atinge 16% dos portadores de diabetes, segundo pesquisa feita por médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.

Impacto social

A depressão e o possível isolamento social não são os únicos impactos na vida social do diabético e nem problemas exclusivos dos portadores brasileiros da doença, segundo pesquisa internacional feita pelo laboratório Merck Sharp & Dohme. Em entrevistas feitas com 866 profissionais de saúde e 607 pacientes da Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, México e Índia, a farmacêutica apurou que um entre 10 pacientes entrevistados foi internado devido ao diabetes nos 12 meses anterior ao levantamento. Além disso, um em cada cinco informou que teve a capacidade de trabalhar afetada e 12% disseram que não estavam trabalhando no momento devido à doença

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Comentários sobre este conteúdo

  • Luis
    25/05/2010 - 21:44

    Experimentar uma abordagem com "Gel de Aloe Vera", de forma "otimizada", tem tido excelente resposta e melhorado o estado glicemico de muitas pessoas.
    Estou a disposição para mais irmações!!

  • maria
    14/01/2011 - 18:37

    gostaria de saber qual o tratamento para a impotencia sexual no homem diabetico, ha algum risco , se pode ser o medicamento viagra

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