Amputações que poderiam ser evitadas - Diabetes, Vida e Comunidade

Amputações que poderiam ser evitadas

22/08/2010 - Diário de Natal


Quando eu vim pra cá achei que ficaria uma semana, faria a cirurgia e voltaria para casa. Já se passaram quatro meses e eu continuo aqui esperando". Esse é o relato de Belarmino Lopes Filho, 65 anos, que está internado no Hospital Walfredo Gurgel à espera de uma cirurgia que pode evitar que suas pernas sejam amputadas. Belarmino é diabético e chegou ao hospital com uma ferida no calcanhar. A ferida já se estendeu por todo o pé e agora o outro pé também está ferido. Ele tem o que os médicos chamam de pé diabético e precisa fazer um procedimento cirúrgico conhecido por by pass, que é a revascularização das veias da perna. No dia 6 de agosto de 2010, a promotora de Defesa da Pessoa Idosa, Iadia Gama, enviou um ofício ao secretário estadual de saúde, George Antunes, recomendando que fosse feito o by pass no seu Belarmino no prazo máximo de 48h. Até ontem ele continuava aguardando. A demora para conseguir o procedimento pode resultar na perda da perna.

No Walfredo Gurgel são realizadas em média 40 amputações de pernas por mês. Destas, a maioria é por falta de tratamento do pé diabético. "E grande parte dessas amputações poderiam ter sido evitadas se o paciente tivesse acesso à cirurgia de revascularização em tempo hábil", disse o chefe do serviço da cirurgia vascular do hospital Edson Barreto. Ele explicou que a cirurgia de revascularização não pode ser feita no WG por se tratar de um hospital de urgência e emergência. "Nós recebemos o paciente, tratamos com remédios, mas não podemos operá-lo".

Seu Belarmino não é o único nessa situação. A cirurgia, que deveria ser oferecida pelo governo do estado, não é realizada no Rio Grande do Norte atualmente se não for sob ordem judicial. O que é um direito do paciente só é realizado se a Justiça for acionada. Só no Walfredo Gurgel, 14 pessoas aguardam por uma by pass ou uma angioplastia. De acordo com Edson Barreto, os procedimentos eram realizados no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) e no Hospital do Coração (HC), mas há algum tempo o HC não está mais atendendo esses pacientes e o Huol está com o atendimento reduzido. Ele explicou que o pé diabético é um problema comum em pessoas com diabetes, pode começar com uma dor no pé ou na perna.
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