Portugal: Aumenta a prevalência dos fatores de risco - Diabetes, Vida e Comunidade

Portugal: Aumenta a prevalência dos fatores de risco

09/09/2010 - Rostos PT


A hipertensão, a obesidade e a diabetes continuam a aumentar na população portuguesa, fatores de risco da doença cardiovascular, aquela que continua a ser a principal causa de morte em Portugal.

Continua a aumentar a prevalência de fatores de risco cardiovascular como a síndrome metabólica, a hipertensão e a diabetes. A conclusão decorre do Valsim, estudo epidemiológico de prevalência da síndrome metabólica na população portuguesa.

Promovido pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, o estudo Valsim foi orientado sob a coordenação da Professora Manuela Fiúza. A amostra é constituída por indivíduos adultos seguidos nos centros de saúde nacionais, independentemente de apresentarem qualquer sinal de síndrome metabólica.

A principal conclusão do estudo reside no aumento das prevalências da síndrome metabólica (27,5 por cento), hipertensão (42,6 por cento), obesidade (24,7%) e diabetes mellitus (13 por cento). Na opinião da coordenadora, “são os resultados mais bombásticos nestes três factores de risco, extremamente prevalentes na população portuguesa.”

A prevalência de hipertensão, segundo Fiúza, é sobreponível à do estudo realizado pelo Professor Espiga de Macedo. Simultaneamente, a prevalência de diabetes é também semelhante aos resultados conseguidos pelo Dr. Gardete Correia, recentemente publicados.

Embora estejam em causa diferentes universos populacionais, a coordenadora adverte que são “prevalências muito semelhantes e todas extremamente elevadas.” De positivo há a realçar o fato de estes serem factores de risco corrigíveis que, explica Manuela Fiúza, dependem muito da alimentação, do sedentarismo, do diagnóstico, da terapêutica e da adesão do doente a essa mesma terapêutica.

A hipertensão e a diabetes mellitus constituem os mais potentes fatores de risco corrigíveis para a doença coronária e para o AVC. Por este motivo, Fiúza recomenda que sejam implementadas medidas que facilitem a sua detecção, tratamento e controlo. “Ainda recentemente foi discutido o problema da redução do sal na alimentação. É uma medida extremamente útil, mas existem muitas outras medidas que podem ser implementadas a nível político”, afirma.

De acordo com os resultados do Valsim, 48,3 por cento dos indivíduos não têm a diabetes controlada e é sobretudo no sexo feminino que esse dado apresenta maior evidência.

O perfil lipídico dos diabéticos apresenta maior risco comparativamente à maior parte dos indivíduos que têm colesterol elevado. Com triglicéridos elevados, os diabéticos são considerados doentes em prevenção secundária.

Ainda segundo o estudo Valsim, mesmo entre indivíduos seguidos nos Centros de Saúde existe uma população de diabéticos (9,8 por cento) e de hipertensos (11,3 por cento) que não está medicada.

 

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