Perda de peso, sede excessiva, cicatrização difícil, visão turva, fadiga e cansaço são alguns dos sintomas do diabetes mellitus, doença degenerativa que afeta cerca de 16 milhões de brasileiros. Para quem já é diabético há mais de dez anos é importante ficar alerta a sintomas como formigamento, agulhadas, dor, dormência, queimação ou fraqueza nos membros.
A diabetes tem entre suas complicações crônicas o pé diabético, que ocorre mais rapidamente naquelas pessoas que não fazem um controle adequado de seus níveis de glicemia (açúcar no sangue).
No Hospital Geral do Estado (HGE), são frequentes as complicações em decorrência do diabetes registradas no hospital. Para se ter uma ideia, em 2009, 37 pacientes realizaram tratamento de pé diabético complicado. Este ano, foram registradas 26 complicações, só em novembro cinco pacientes tiveram membros amputados.
Segundo o gerente médico do HGE e ortopedista, Rogério Barboza, pessoas com diabetes há mais de uma década começam a apresentar redução da sensibilidade dolorosa e térmica nos membros, a chamada neuropatia diabética. Taxas aumentadas de glicose no sangue por longo período de tempo podem causar esta neuropatia.
“Diferente do que acontece com problemas circulatórios, que dão dores na batata da perna ou nas coxas quando as pessoas se movimentam e melhoram com o repouso, os sintomas da neuropatia são piores à noite, ao deitar”, disse. De acordo com o cirurgião vascular Cézar Ronaldo Alves, muitos pacientes atendidos no HGE só se dão conta do que está acontecendo quando as complicações crônicas do diabetes começam a se manifestar.
“Cerca de 90% dos pacientes descobrem que possuem diabetes no atendimento realizado no HGE, já com a doença em estágio avançado. Nunca realizaram um teste de glicemia. É necessário realizar exames de prevenção em postos de saúde e ambulatórios, ter cuidados com a glicemia e a hipertensão, que são as causas de várias doenças. A prevenção ainda é o meio mais eficaz de evitar este problema”, afirmou.
Para ele, a realização de exames clínicos periódicos auxilia na prevenção ao estado crônico do pé diabético, podendo evitar as ulcerações no paciente, que passa a desfrutar de maior autonomia física e qualidade de vida. “Somente através da prevenção conseguiremos baixar os índices de amputações”, salientou.
Doença
O pé diabético é provocado devido às lesões nos pés decorrentes da neuropatia periférica, doença arterial e deformidades provocando um quadro de infecção, ulceração e destruição de tecidos profundos. Para o especialista, alguns cuidados simples podem prevenir tal condição e criar a possibilidade de se evitar as amputações de membros na grande maioria dos casos.
“Com frequência, o diabético ou um familiar do paciente deve inspecionar pernas e pés, fissuras, rachaduras e micoses de unha, que são portas de entrada para infecções, devendo ser tratadas desde o início. Também deve haver bastante critério na escolha dos calçados, que devem ser confortáveis e garantir estabilidade. Sapatos que provocam bolhas, joanetes, calosidades ou deformidades devem ser substituídos imediatamente”, orientou.
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estou passando ´por este problema - e mais sujeito a uma amputação do 2º dedo do pé esquerdo tenho diabete ha pelo menos 25 anos - e agsora com 60 surge esta situação estou mui preocupado . obrigado