Controle da diabete passa por tratamento

7/5/2011 - Mogi News


No Brasil, 12 milhões de pessoas têm diabete, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, sendo que cerca de 90% dos casos correspondem ao tipo 2 da doença. Os números crescem a cada ano, posicionando a diabete e suas consequências como a quarta maior causa de morte no mundo, representando cerca de 3,8 milhões de óbitos anuais.

Falta de conhecimento do paciente sobre a doença e suas complicações, além da ausência de sintomas imediatos, são algumas das barreiras para o tratamento ideal. A diabete é uma doença de alta incidência que atinge proporções de uma epidemia. Uma vez diagnosticada, ela não tem cura, mas pode ser controlada. Entretanto, 76% dos diabéticos não conseguem manter as taxas glicêmicas adequadas e mais da metade (55%) realiza apenas uma consulta médica a cada seis meses, enquanto, em alguns casos, principalmente nos mais graves, recomenda-se até mais de uma consulta por mês.Não controlar essa doença silenciosa significa estar mais exposto às suas graves consequências, que podem surgir em médio e longo prazos.

A retinopatia diabética é um exemplo de consequência da diabete e atinge cerca de 50% dos pacientes no Brasil, podendo causar cegueira. Além disso, 70% das amputações no País estão relacionadas à doença; de 10% a 20% dos pacientes vêm a óbito devido à insuficiência renal; e pessoas com o tipo 2 da doença têm o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco ou infarto em relação às que não têm diabetes.

Algumas das barreiras enfrentadas pelos diabéticos, que contribuem para a menor adesão ao tratamento, estão relacionadas a fatores demográficos, psicológicos e sociais. Dentre elas estão: baixo nível de educação, pouca conscientização sobre a doença e suas complicações, falta de comprometimento com o tratamento, ausência de sintomas e consequências imediatas, ansiedade, depressão, estresse e conflitos familiares.

O tratamento deve ser realizado de forma integrada. "Muitos pacientes têm dificuldades em adotar hábitos de vida saudáveis, seja na alimentação ou prática de atividades físicas. Há pacientes que consideram a sua diabete controlada devido à falta de sintomas e param de seguir o tratamento medicamentoso prescrito pelo médico. Mas, por ser crônico, a diabete precisa estar sempre controlado, para que o paciente previna as enfermidades associadas e preserve sua qualidade de vida", ressalta o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles.

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