Ivo - Diabetes, Vida e Comunidade

Ivo

05/01/2002 - DiabeteNet


NOME: IVO
IDADE: 52 ANOS
TRANSPLANTE: NOV/1996
TIPO: RIM APÓS PÂNCREAS

Estava com 29 anos quando descobri o diabetes e esta durou 19 anos. Não tive controle alimentar por dois aspectos: primeiro, pela própria rebeldia do diabético e segundo por minha atividade, sou administrador de empresas e com isto não tenho um horário muito rígido para fazer minhas refeições. Então, era muito difícil seguir a dieta, mesmo porque às vezes ia ao restaurante e não resistia a uma feijoada. Desde que descobri a doença, tratei com um endocrinologista. De vez em quando o diabetes alterava e ia parar no pronto-socorro. Em uma dessas internações, o clínico-geral me encaminhou ao nefrologista. Este me pediu alguns exames e pelo resultado, disse-me que já deveria estar fazendo hemodiálise, o que recusei fazer. Isto aconteceu na época em que pessoas estavam morrendo na diálise em Caruaru-CE. E o nefrologista disse que em duas ou três sessões de hemodiálise resolveria o problema. Para mim, a hemodiálise era o começo do fim. Então eu resolvi fugir. Nesta época fiquei sabendo do primeiro transplante duplo, meu endocrinologista conhecia a equipe, pesquisei e cheguei até a equipe Saldanha de nefrologista da Beneficência Portuguesa. Não necessitei fazer diálise antes do transplante. Isso aconteceu em torno de março e abril de 1996. O transplante aconteceu em novembro do mesmo ano. Tive um pouco de dificuldades com o plano de saúde, julgou minha doença pré-existente. Precisei lutar junto a equipe. Meu transplante foi feito em duas etapas. No primeiro transplante houve trombose no rim que perdi com 20 dias pós-cirurgia. Precisei dialisar de novembro de 96 a fevereiro de 98. Foi quando retransplantei o rim. E correu tudo bem. Quando fui chamado em 96, fui com muita expectativa. Achei que seria como extrair um dente, apenas extrair e sairia tudo bem. Achava que era só fazer o transplante e iria cessar todos os meus problemas. Mas quando perdi o rim fiquei muito frustrado. Programei-me achando que em 30 dias retornaria minha vida. Tudo ia ser como antes. Atualmente me sinto muito bem, embora tenha tido algumas internações. E venho tendo eventualmente. Porém nada agravante. Para mim, este transplante foi a salvação, a melhora do padrão de vida, penso que é uma tentativa válida. O benefício do desenvolvimento da medicina foi fantástico, porque a 10 anos nem se pensava na cura do diabetes.
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