24/5/2011 - O Dia Online
Em setembro, reunião da Organização das Nações Unidas vai discutir as doenças crônicas não-transmissíveis, como o diabetes, os problemas cardiovasculares e o câncer. Chamaram a atenção da cúpula da ONU os efeitos devastadores desses males, que vão além de impactos para a saúde pública e atingem questões essenciais ao desenvolvimento das nações. No mundo, são a causa de seis em cada 10 mortes — cinco são registradas em países em desenvolvimento. É nítido que investir na recuperação de pessoas adoecidas sem interferir na origem dessas enfermidades é extremamente caro.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a combinação do peso adequado com a prática de atividades físicas e alimentação saudável é capaz de evitar 19% dos casos de câncer do País. Mas é forte a expansão das guloseimas no cardápio dos brasileiros, que em três décadas aumentaram em 400% o consumo de refrigerantes e biscoitos. Com isso, metade da população adulta já está acima do peso e, se o País não fugir desse caminho, em 12 anos, o Brasil poderá alcançar o percentual dos EUA — dois obesos para cada três americanos.
O Inca reconhece que é um avanço o acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a indústria de alimentos na redução gradual do sal. Esse é o primeiro passo em prol da melhoria na alimentação dos brasileiros.
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