‘Febre’ do Victoza já está em Cuiabá - Diabetes, Vida e Comunidade

‘Febre’ do Victoza já está em Cuiabá

18/09/2011 - Diário de Cuiabá


Medicamento para tratar diabetes é constantemente procurado em drogarias da Capital, apesar de contraindicado pela Anvisa, e está em falta.

Há três meses no mercado brasileiro, a procura pela liraglutida, medicamento vendido sob o nome comercial de Victoza, tem esvaziado o estoque de farmácias em Cuiabá. Criado para ajudar pessoas que sofrem de diabetes do tipo 2, o Victoza está sendo usado por pessoas que não têm a doença como aliado na perda de peso. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta em que contraindica o uso do remédio para emagrecimento (ver matéria).

“Tivemos muita procura e está em falta no Brasil”, revelou o farmacêutico Paulo Renato Teixeira, da Droga Chick, uma das maiores redes de drogarias localizadas na Capital. “Antes, vendíamos uma caixa por dia em média. Depois, vendemos 80 caixas praticamente num só dia”, disse, referindo-se a uma matéria sobre o assunto divulgada, no início deste mês, por uma revista de grande circulação nacional.

A maioria das caixas vendidas foi para fins estéticos. O medicamento custa caro. Uma caixa com duas ampolas custa R$ 388,14. A venda é sob prescrição médica, porém não é preciso reter a receita. Isso significa dizer que quem procurar o estabelecimento comercial sem a receita vai conseguir comprar o produto.

Por isso, Paulo Teixeira acredita que a Anvisa deve adotar medidas para um controle maior sobre a venda da liraglutida. “Acredito que a Anvisa deve estabelecer a retenção da receita”, comentou.

Conforme Paulo Teixeira, a expectativa é que mais uma remessa do medicamento chegue ao Brasil na próxima quinta-feira. A liraglutida é fabricada pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk e foi lançado na Europa e nos Estados Unidos em 2009 e 2010, respectivamente.

Na Capital, as redes de farmácias que comercializam o remédio tendem a atender clientes como a assessora de comunicação Fernanda Duarte (nome fictício). “Pretendo tomar, mas antes vou consultar um endocrinologista e já marquei a consulta. Se o médico orientar e achar que posso tomar, devo fazer uso do medicamento sim”, disse. Ela não tem alteração alguma nos índices glicêmicos, ou seja, não é diabética.

Fernanda Duarte comentou que também já procurou se orientar com amigos farmacêuticos. “O problema é que se pessoa tiver o nível de açúcar baixo vai ficar mais baixo ainda porque vai acelerar o metabolismo”, comentou.

Porém, ela disse que já fez outros tratamentos, além das famosas dietas como da sopa, e não conseguiu o resultado desejado, já que não mantém a redução do peso sem a reeducação alimentar. “Já tentei tratamentos mais agressivos como o uso de sibutramina e anfepramona, que podem causar irritação, dor de cabeça e até distúrbios cardíacos e neurológicos”, contou.

O Novo Nordisk iniciou o processo para a aprovação da liraglutida também como emagrecedor. O medicamento vem sendo testado em 5 mil pessoas de 27 países, incluindo o Brasil, para, então, submetê-lo às autoridades sanitárias para que também seja comercializado para o combate à obesidade.


A Comunidade DiabeteNet.Com.Br tem como finalidade informar e interagir com os seus usuários. Antes de qualquer decisão ou atitude, é indispensavel a discussão sobre os pontos aqui abordados juntamente com médicos de sua confiança.

Dê sua opinião sobre este conteúdo

Nuvem de tags deste conteúdo

Comentários sobre este conteúdo

Seja o primeiro a comentar este conteúdo!

Cadastre seu comentário!


Surgyplast


Noticias
  • Pesquisa
  • Associe-se
  • Fórum

Acompanhe nosso arquivo de conteúdo:

» « Novembro - 2017
D S T Q Q S S
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

© Copyright 1997-2017 - e.Mix

As informações apresentadas a você pelo DiabeteNet contém informações gerais.
Nenhuma informação deve ser interpretada como tratamento, diagnósticos, conselhos médicos e não deve substituir a orientação do seu Médico.