Uma pesquisa recente, divulgada pela Federação Internacional de Diabetes (IFD), revelou que, em vez dos esperados 250 milhões de portadores de diabetes, o mundo atingiu a marca dos 360 milhões. O gigantismo do número alarmou especialistas como o endocrinologista Luiz César Póvoa, professor titular de endocrinologia da PUC, no Rio. Ele explica que o aumento dos casos da doença está intimamente ligado ao excesso de peso, e apregoa uma arma poderesa para combatê-la: a prática de exercício físico.
— A obesidade, a grande epidemia do mundo atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, contribui para o crescimento do número de pessoas com diabetes e hipertensas — diz Póvoa, um dos participantes da palestra "Esportes, diabetes e superação", realizada anteontem na PUC e disponível no portal da universidade. — Felizmente, nosso governo não ficou alheio a isso: as farmácias populares distribuem remédios gratuitamente para diabéticos e hipertensos. E o Brasil está bem também em outra área: a atividade física, que é a prevenção da obesidade e dos males que ela traz.
Palestras gratuitas em Botafogo de amanhã a quinta No Brasil, segundo dados da Associação Carioca de Diabetes (ACD), existem hoje entre dez e 13 milhões de diabéticos. Póvoa destaca a conscientização da população do Rio, especificamente, a respeito da necessidade de fazer exercícios para prevenir esta e outras doenças:
— Aqui no Rio, você passeia pela orla e vê todo mundo andando, correndo, se exercitando. A única questão que preocupa é saber como se pratica o exercício: o atleta de fim de semana, aquele que não tem o hábito de se exercitar diariamente e, de repente, passa horas fazendo ginástica num único dia, pode ter problemas sérios.
Amanhã, o Cristo Redentor e a sede do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (Iede) serão iluminados com a cor azul, para marcar o Dia Mundial do Diabetes. Uma série de eventos antecede a data: hoje, das 10h às 16h, moradores da Cidade de Deus poderão fazer exames gratuitos oferecidos pela ACD, com o apoio da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, durante a 5 Semana de Atenção ao Diabético do Rio de Janeiro. E, de amanhã a quinta, o Espaço Para Viver Melhor, da Unimed, situado em Botafogo, ofeecerá palestras e atividades gratuitas relacionadas à doença (inscrições pelo 2483-9383).
Póvoa explica que há dois tipos da doença: na do tipo 1, o paciente toma insulina porque o pâncreas não a produz; e, na do tipo 2, as células são resistentes à insulina produzida pelo organismo. Também para quem tem diabetes, frisa ele, o exercício é recomendado.
— Todas as pessoas, inclusive as diabéticas, devem fazer exercícios; a intensidade recomendada é que varia, dependendo do caso. O mais é mantero peso e tomar a medicação recomendada, se necessário. De resto, é vida normal.
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