Uso de suplementos para elevar consumo de nutrientes divide opinião de especialistas

19/12/2011 - Superesportes


Apesar de pouco informar sobre suas funções, os rótulos de suplementos alimentares são grandes atrativos para malhadores e atletas desesperados para atingir resultados rápidos. E quase sempre há aquela turma que consome determinado produto sem qualquer acompanhamento médico. Um complexo que pode se enquadrar nessa leva é o óxido nítrico, ou apenas o símbolo NO, estampado em cores chamativas. A promessa: aumentar a força e a massa musculares ao mesmo tempo em que diminui a fadiga dos atletas — tudo graças à vasodilatação.

Na verdade, dentro dos recipientes há três principais componentes: a arginina, a cafeína e a creatina. O óxido nítrico é um gás produzido naturalmente pelo organismo humano, e sua produção é potencializada com o consumo da arginina. Cerca de 30 minutos após ser ingerida a substância, os vasos se expandem, e, consequentemente, são capazes de suportar maior quantidade de sangue e nutrientes.

Em consequência, além de os músculos receberem mais oxigênio, o processo de queima de gordura acaba acelerado, e, assim, colabora no emagrecimento. O nutricionista Roney Araújo costuma indicar o suplemento a seus pacientes e também é usuário do produto — mas avisa que tem ressalvas. “Faço uma análise do histórico familiar da pessoa antes de indicar qualquer complexo. Se não houver nenhum risco, o produto pode ser ingerido que os benefícios serão muito bons”, acrescenta. Ele diz ainda que o uso não deve se prolongar para além de um mês. O ideal é uma pausa de, no mínimo, o mesmo período de consumo.

Pessoas com problemas de hipertensão, diabetes, gastrite ou que façam o uso de remédios antidepressivos devem evitar o composto. Não por conta da vasodilatação — a arginina chega a ser indicada a pacientes com pressão alta, já que aumenta o volume das veias —, mas pelos efeitos da cafeína.

Quando o assunto é o horário a ser ingerido, porém, os especialistas não entram em consenso. Enquanto Roney Araújo sugere o consumo cerca de 30 minutos antes da malhação, a nutricionista Narayana Reinehr indica o produto ao fim dos treinamentos. “No momento da ginástica, os músculos sofrem micro lesões, que são essenciais para o crescimento muscular. É quando o esforço acaba que as fibras precisam de uma recuperação, estimulada com o maior aporte de sangue”, defende.

Alternativa natural
A produção de óxido nítrico também pode ser estimulada com a ingestão de alguns alimentos. De acordo com nutricionistas, a arginina pode ser encontrada na uva, na beterraba, no cacau, em sementes e no soro do leite. Na opinião de Carmen Assumpção, médica do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia, a alimentação natural é sempre a melhor saída. “Muitos entram no modismo de suplementos e acabam tomando o que não está em falta.”

O que diz a ANVISA
A categoria “suplementos alimentares” ainda não está regulamentada no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadra tais complexos, principalmente os internacionais, em outros segmentos, como novos alimentos, suplementos vitamínicos e ou minerais e alimentos para atletas. Desde 2010, a cafeína e a creatina estão na última categoria e, portanto, são liberadas. Já a arginina consta em novos alimentos, mas ainda não há nenhum suplemento registrado no órgão.

A Comunidade DiabeteNet.Com.Br tem como finalidade informar e interagir com os seus usuários. Antes de qualquer decisão ou atitude, é indispensavel a discussão sobre os pontos aqui abordados juntamente com médicos de sua confiança.

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