5/5/2012 - Primeira Edição
Pesquisadores de 23 instituições brasileiras, entre universidades e hospitais, se uniram em torno do maior estudo já realizado para investigar a saúde de jovens brasileiros. A pesquisa vai avaliar como os hábitos alimentares e estilo de vida possa torná-los mais suscetíveis a problemas cardiovasculares, obesidade e diabetes.
Em um palmtop, os adolescentes respondem ainda a questionário confidencial sobre os hábitos alimentares.
Os pesquisadores querem analisar a frequência com que os adolescentes têm enfrentado problemas relacionados ao risco cardiovascular - obesidade, tabagismo, diabetes, hipertensão. Esses dados vão balizar as políticas públicas de saúde e de ensino.
“Acreditamos que poderemos influenciar mais fortemente na questão da prática esportiva, com atividades na escola. Entre outros dados, vamos saber quanto tempo esse estudante passa em frente à tela - seja a da tevê, do computador, do videogame. Esse é um dos parâmetros para o sedentarismo”.
O projeto prevê o envolvimento de 1.250 escolas, entre públicas e privadas. Os pesquisadores, porém, têm enfrentado dificuldade em acertar a participação das escolas particulares. “Essas instituições têm se mostrado mais reticentes em permitir que os alunos façam exames de sangue”, diz Kátia. Ela explica que o teste é necessário porque pode apontar glicose e triglicerídio elevados e HDL (o bom colesterol) baixo. Esses parâmetros, ao lado da pressão arterial elevada e da obesidade central, indicam a síndrome metabólica - aumento do risco de doença cardiovascular.
Até o fim do ano, os pesquisadores terão percorrido as escolas do Sudeste e Centro-oeste. Em 2013, visitarão as escolas do Sul, Norte e Nordeste. Os resultados devem ser conhecidos em 2014.
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