Gestores das Américas debatem doenças crônicas

7/5/2012 - Porta da Saude

O Ministério da Saúde participará, entre os dias 7 e 8 de maio, da Reunião Bienal da Rede Carmen (Conjunto de Acciones para la Redución Multifatorial de Enfermidades No Transmissibles) que contará com a presença de gestores de saúde de 34 países das Américas. O encontro, realizado em Brasília, vai discutir e estimular o desenvolvimento de programas e estratégias nacionais e regionais para prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e seus fatores de risco dentre os países envolvidos. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, representará o Brasil.

A Rede Carmen foi criada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 1995, e desde 2006, os encontros ocorrem a cada dois anos.  Este ano, o Brasil foi escolhido para sediar o evento principalmente por ser referência no combate às doenças crônicas a partir do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil, lançado no ano passado pelo Ministério da Saúde.

Além dos gestores dos 34 países também estarão presentes representantes da OPAS e de parceiros como o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde(CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).

FÓRUM – O Brasil também será sede da 1ª Reunião do Fórum Pan-Americano de Ação contra as Doenças Crônicas que ocorre entre os dias 8 e 9 de maio. O evento pretende expandir o debate sobre as ações de prevenção aos representantes da sociedade civil - associações de profissionais da saúde e de portadores, ONGs, indústrias e universidades. O resultado desse trabalho orientará as ações intra e intersetoriais na resposta às DCNTs.

DCNT – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (câncer, diabetes e doenças do aparelho circulatório e respiratório) são as principais causas de morte no mundo, correspondendo a 63% dos óbitos em 2008. Aproximadamente, 80% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda. Só no Brasil, essas doenças foram responsáveis por 72% das causas de morte, no mesmo ano. Apesar de o percentual ser alto, os índices vêm reduzindo na última década, principalmente em relação às doenças do aparelho circulatório e respiratórias crônicas. A redução das DCNT pode ser em parte, atribuída à expansão da Atenção Básica, melhoria da assistência e redução do tabagismo nas últimas duas décadas, que passou de 34,8% (1989) para 14,8% (2011). O Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas atua também no combate e redução dos principais fatores de risco que são: sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, obesidade e excesso de peso. 

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