Diabetes pode afetar cães e gatos - Diabetes, Vida e Comunidade

Diabetes pode afetar cães e gatos

03/10/2012 - Paranashop


O diabetes está cada vez mais presente entre os animais de estimação. A doença é uma consequência do alto nível de glicose no sangue. O organismo do animal não consegue transformar todo esse açúcar em energia e, nesse momento, aparecem os sintomas que, às vezes, passam despercebidos pelo proprietário. De acordo com Carolina Zaghi Cavalcante, médica veterinária do Hospital Veterinário Batel (HVB), o mais comum é a perda de peso associada ao aumento do apetite.

“Muitas pessoas imaginam que o diabetes está somente relacionado ao aumento de peso do pet, mas estão enganados. Apesar de o animal comer bem, essa disfunção do organismo de não produzir energia faz com que ele emagreça e fique cada vez mais sedentário. Além disso, a pelagem também dá sinais de que está sem substratos para se manter saudável e o pelo fica opaco, ralo e quebradiço”, explica a veterinária.

Outro sintoma bastante comum é o aumento na ingestão de água e, consequentemente, na quantidade de vezes que o animal urina. “Quando a glicemia ultrapassa o limite, a glicose é eliminada na urina, mas isso traz outra consequência: a perda de líquido e de eletrólitos. Para não desidratar o organismo o animal tenta compensar, fazendo com que aumente a ingestão de água”, esclarece Carolina. 

Segundo a veterinária, um dos motivos para o aumento nos casos de diabetes entre cães e gatos é a mudança na rotina da vida moderna que, assim como nos humanos, também afeta os animais. “O sedentarismo é um dos principais fatores para o aparecimento da doença. Mas também tem a questão de que a doença afeta mais os pets idosos e hoje em dia os animais vivem mais do que no passado”, afirma.

A médica também explica que algumas raças de cachorros têm predisposição à doença como o Poodle, Dachshund, Schnauzer, Beagle, Golden Retriever, Labrador, Spitz e Samoieda. “Isso não significa que outras raças não tenham a doença, vai depender muito do modo de vida do animal. Porém, os cães mais velhos e as fêmeas com problemas hormonais também são mais suscetíveis a terem o problema”, relata.

Para o tratamento, Carolina recomenda que os donos, ao perceberem os sintomas, encaminhem o animal ao veterinário. “A administração de insulina, associada à dieta e exercícios é base inicial do tratamento. Nesses casos, geralmente é necessário excluir determinados alimentos na refeição do pet como petiscos e mudar o tipo de ração que ele consome, além de receber insulina duas vezes ao dia e de realizar exercícios diários”, finaliza.

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