Atendimento multidisciplinar a portadores de doenças crônicas - Diabetes, Vida e Comunidade

Atendimento multidisciplinar a portadores de doenças crônicas

07/08/2002 - DiabeteNet.Com.Br


Na nossa experiência, atendendo renais crônicos, observamos o impacto que a doença causa na vida da pessoa e da família, impondo ao indivíduo uma série de mudanças no seu cotidiano, que provocam alterações de ordem emocional e social, e podem, dificultar a aceitação e compreensão da sua nova realidade.

A Unidade de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da FMUSP, oferece rotineiramente, acompanhamento multidisciplinar (enfermagem, psicologia, serviço social), aos candidatos a transplante renal, tanto nos programas de doadores vivos, e seus respectivos doadores, como nos de doadores cadavéricos.

Tornar-se dependente de uma “máquina de diálise” e da família, gera sentimentos de incapacidade, pois , comumente os papéis sociais são alterados afetando a organização familiar , com maior ou menor intensidade, dependendo da idade e posição ocupada dentro da família.O indivíduo perde, além do seu trabalho(e conseqüentemente a condição de responsável pelos cuidados com a casa e os filhos) , o contato com os grupos de referência, como a escola e amigos .

A sensação de impotência para alterar os rumos da vida, leva a quadros de isolamento, depressão e resistência ao tratamento .

O processo de adaptação pode ser longo e depende do suporte médico, psicológico, social e familiar, que possa estimular a busca e compreensão do tratamento adequado , favorecendo a reorganização da vida pessoal e familiar, dentro dos limites impostos pela doença.

As decisões tomadas nesta fase , podem levar tanto a retomada de algumas atividades , como a paralisação e/ou acomodação.

O acompanhamento multidisciplinar, nesta e em todas as fases do tratamento, é fundamental para a recuperação da auto-estima e resgate da vida afetiva, profissional, familiar e social, principalmente quando há indicação para transplante, no qual a percepção mais realística do procedimento e aderência ao esquema terapêutico proposto pela equipe de saúde, podem determinar o sucesso do tratamento.

Maria Lúcia Livramento
Doutoranda em Ciências pela FMUSP
Psicóloga da UTR-HC FMUSP.
livraml@zipmail.com.br

Neide Anselmo de Oliveira
Assistente Social da UTR-HC FMUSP
neideanselmo@hotmail.com
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