Especialista alerta que consumir muito chocolate pode prejudicar a gravidez - Diabetes, Vida e Comunidade

Especialista alerta que consumir muito chocolate pode prejudicar a gravidez

17/04/2014 - Diário 24h


Para as chocólatras de plantão, a Páscoa parece ser uma boa desculpa para consumir o doce em maior quantidade e sem muita culpa, mas, para as grávidas, o momento é de dobrar atenção uma vez que o consumo excessivo do chocolate aliado a predisposição genética da gestante junto ao aumento de peso, pode ocasionar doenças como a diabetes gestacional.

O quadro geralmente aparece na segunda metade da gestação, podendo ou não persistir mesmo após o parto. Na maioria dos casos, os principais sintomas maternos desse tipo de diabetes se confundem com os normais da gravidez como a fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e sede, por isso, é essencial o acompanhamento médico de pré-natal.

A endocrinologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, Fernanda Uliana Pulzi, explica que as gestantes até podem consumir uma quantidade moderada de chocolate eventualmente.

“Independente de qualquer coisa, a gestante precisa manter uma dieta saudável: equilibrada e fracionada, composta por frutas e legumes. Mas ela não precisa sofrer e, se sentir vontade, pode consumir, no máximo, porções de 20 ou 30 gramas”, justifica a especialista. Ela alerta que o chocolate, mesmo nessa quantidade pequena, não é para ser consumido diariamente.

A médica ainda dá dicas para quem não abre mão do doce de jeito nenhum. “Para as pessoas que fazem questão de saborear um chocolate na Páscoa, uma dica é optar pelo meio amargo com, pelo menos, 70% cacau. Ele é o mais indicado por apresentar propriedades antioxidantes”, explica.

O consumo excessivo do chocolate, principalmente pelas mulheres que já desenvolveram o diabetes gestacional, pode levar ao ganho de peso exagerado pelo feto, além do aumento do líquido amniótico, levando ao trabalho de parto prematuro e aumento do risco da gestação com complicações hipertensivas como pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

A diabetes gestacional pode surtir efeito não só na mãe, mas também no bebê mesmo depois do nascimento.
“Nas pacientes com diabetes gestacional, o bebê ao nascer tem maior risco de desconforto respiratório e hipoglicemia (açúcar baixo). Estas intercorrências requerem uma equipe de assistência neonatal capacitada e equipada para um suporte adequado’’, completa a profissional.

Os bebês cujas mães consumiram muito carboidrato e açúcares durante a gestação também podem ter predisposição para obesidade e diabetes ao longo da vida.

Fernanda ainda alerta as mamães que estão amamentando. “O excesso de chocolate consumido pela mãe durante o período de amamentação também pode predispor a cólica no bebê, então o adequado é evitar o excesso”, afirma.

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