Cirurgia pode reduzir mortalidade de obesos em 40%, diz pesquisa do RS - Diabetes, Vida e Comunidade

Cirurgia pode reduzir mortalidade de obesos em 40%, diz pesquisa do RS

05/05/2014 - G1


Causadora de uma série de doenças que podem levar à morte, a obesidade atinge 17% dos moradores de Porto Alegre, segundo levantamento divulgado pelo Ministério de Saúde. Nos casos em que o excesso de peso coloca a vida do paciente em risco, a cirurgia de redução de estômago entra como a principal indicação, como mostra a reportagem do Teledomingo, da RBS TV (veja o vídeo).

Segundo estudo do Centro de Obesidade Mórbida e Síndrome Metabólica da PUC do Rio Grande do Sul, o procedimento é capaz de reduzir em 40% a mortalidade nesses casos. A universidade realiza mais de 45 procedimentos por mês, sendo que 30% através do SUS, e os pesquisadores avaliam como está a vida de quem já passou por uma cirurgia de redução de estômago. Os resultados são positivos, mas exigem dedicação e disciplina do paciente.

O excesso de peso causa doenças do fígado, do coração, colesterol, e diabetes, que podem levar à morte. “Nós estamos falando de 6 milhões de pessoas em nível de doença grave de obesidade. É um número muito grande de gente doente e a nossa tarefa é tentar fazer com que eles não fiquem mais doentes, mas que melhorem e até se curem em algumas circunstâncias”, afirma o diretor do Centro da Obesidade Hospital São Lucas PUCRS, Cláudio Corá Mottin.

A pesquisa coordenada pelo médico acompanha 3 mil pacientes gaúchos desde 2010 e apresenta resultados animadores. Antes da cirurgia, 55% deles tinham pressão alta, depois a incidência baixou para 13%. Além disso, 17% deles tinham diabetes tipo 2. Após o procedimento de redução do estômago e das mudanças alimentares, a doença atingia menos de 2% dos pacientes. Já a incidência de gordura no fígado, que pode levar a cirrose, diminuiu em 90%.

“Cerca de 75% dos pacientes apresentam melhora nos níveis de qualidade de vida ao longo desses anos. Do ponto de vista estético, eles também se apresentam bem melhores, então a autoestima melhora. Eles se inserem muito mais dentro da sociedade, do ponto de vista de relações pessoais e também podendo ser aceito em empregos, porque há uma discriminação do paciente obeso para entrar no mercado de trabalho”, avalia o médico psiquiatra Cesar Brito, coordenador do Departamento de Psiquiatria da PUCRS.

Seis meses de preparo, 15 kg a menos
Pesando 103 quilos, a recepcionista Gilmara Moccellin, 33 anos, de Serafina Côrrea, passou por uma preparação de seis meses antes de chegar à mesa de cirurgia. Devido ao excesso de peso, a mulher sofria com crises constantes de asma e desenvolveu diabetes tipo 2, a forma mais grave da doença. Foram cinco anos na fila de espera e uma longa luta contra a balança.
“Passei com nutricionista, remédios, e até diminuía o peso um pouco, mas parava de tomar medicamentos e voltava o peso normal ou até mais, às vezes. É bem frustrante. Tu quer, tu precisa, e não consegue”, desabafa.

Segundo especialistas, é necessário que o paciente se comprometa em seguir algumas determinações sobre nova rotina alimentar e adquirir o hábito de praticar exercícios físicos regularmente. “A gente precisa do comprometimento do paciente, que ele mude seu hábito alimentar, porque no futuro ele pode voltar a ganhar peso se não houver essa mudança”, ressalta a nutricionista Paula Zubiaurre.
Dez dias após o procedimento, a balanço apresentou os primeiros resultados: 6 kg a menos. Um mês depois, com 88 kg, Gilmara já se adaptava a uma nova rotina na casa onde mora, a 230 quilômetros de Porto Alegre.


“Melhorou muito meu colesterol, minha função hepática, minha pressão baixou. Graças a Deus mudou completamente”, comenta. “Eu tinha muito problema respiratório, eu não conseguia fazer quase nada, caminhar longe, essas coisas. Agora eu já estou sentindo que já está bem melhor, para fazer qualquer coisa está bem mais tranquilo”, reconhece.
No entanto, a busca pelo emagrecimento com saúde não para por aqui. “Tem 30 kg ainda para perder. Vamos chegar lá. Tudo requer um pouco de sacrifício, então
bola pra frente”, confia.

A Comunidade DiabeteNet.Com.Br tem como finalidade informar e interagir com os seus usuários. Antes de qualquer decisão ou atitude, é indispensavel a discussão sobre os pontos aqui abordados juntamente com médicos de sua confiança.

Dê sua opinião sobre este conteúdo

Nuvem de tags deste conteúdo

Comentários sobre este conteúdo

Seja o primeiro a comentar este conteúdo!

Cadastre seu comentário!


Surgyplast


Noticias
  • Pesquisa
  • Associe-se
  • Fórum

Acompanhe nosso arquivo de conteúdo:

» « Novembro - 2017
D S T Q Q S S
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

© Copyright 1997-2017 - e.Mix

As informações apresentadas a você pelo DiabeteNet contém informações gerais.
Nenhuma informação deve ser interpretada como tratamento, diagnósticos, conselhos médicos e não deve substituir a orientação do seu Médico.