Diabetes gestacional oferece riscos para a mãe e o bebê; previna-se! - Diabetes, Vida e Comunidade

Diabetes gestacional oferece riscos para a mãe e o bebê; previna-se!

29/05/2014 - R7


Uma doença bem peculiar, o diabetes gestacional é um distúrbio que age de maneira silenciosa, e pode apresentar diversos riscos à mulher grávida e ao bebê. Segundo a endocrinologista Mariana Narbot, essa doença consiste na "intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação e que pode ou não persistir após o parto". Ela ainda ressalta que esse é o problema metabólico mais comum na gestação e pode ocorrer em 3 a 25% das gestações, dependendo da população.

Segundo a médica Mariana Narbot, entre os principais riscos para o diabetes gestacional estão:
— Idade de 35 anos ou mais;
— Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
 Deposição central excessiva de gordura corporal;
 História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau.

Ainda podem estar no grupo de risco os seguintes casos
 Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
 Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia ou diabetes mellitus gestacional prévio;
 Sídrome de ovários policísticos;
 Baixa estatura (menos de 1,5 m).

Mas como controlar (ou acabar) com essa doença silenciosa?
É possível prevenir o diabetes gestacional em muitos casos. Dos fatores de risco citados anteriormente, o peso é o que, sem dúvida, podemos controlar com o objetivo de se evitar a instalação da doença. Portanto, planejar a gravidez para que esta aconteça com um peso adequado e na vigência de atividade física pode ajudar muito.

Mas não é só o controle do peso o fator determinante para controlar a doença
Também é muito importante o diagnóstico precoce e controle adequado da glicemia, seja com medidas não farmacológicas ou farmacológicas, para evitar complicações para o bebê e a gestante.

Estudos comprovaram que níveis maternos elevados de glicose aumentam a frequência de bebês com peso elevado, cesáreas, hipoglicemia neonatal, excesso de insulina (hiperinsulinemia) fetal, além de risco aumentado para pré-eclâmpsia, parto prematuro e problemas no parto com elevação dos números de bebês que necessitam de cuidados intensivos após o nascimento.

Porém, nem sempre é claro como ela se manifesta. Segundo Mariana Narbot, é muito comum que o diabetes gestacional não apresente sintomas no início, portanto é fundamental que se faça o rastreamento por meio de exames de sangue (glicemia de jejum inicialmente).

As recomendações da International Association of Diabetes and Pregnancy Study Groups (IASDPG) indicam a realização da medida da glicemia de jejum ainda no primeiro trimestre da gestação, logo na primeira consulta pré-natal, com o objetivo de detectar a presença de diabetes em uma fase precoce da gravidez.

Uma vez que a grávida já seja diagnosticada com este tipo de diabetes, algumas recomendações devem ser seguidas à risca. Entre os principais pontos, destacam-se a orientação alimentar para que o ganho de peso seja adequado e prática de atividade física, respeitando-se as contraindicações obstétricas.

A endocrinologista ainda observa que, deve-se medir a glicemia antes e/ou após as refeições conforme recomendação médica, por meio da punção da ponta do dedo (automonitorização domiciliar, sem necessidade de internação, feita com o auxílio de um aparelho chamado glicosímetro).

Caso o controle glicêmico não seja atingido com as medidas alimentares e de atividade física, faz-se necessário o uso de medicação, sendo o uso de insulina a principal opção, já que a maioria dos antidiabéticos orais não está liberada para uso com segurança durante a gestação.

Para encerrar, Mariana destaca as principais diferenças entre o diabetes gestacional e os demais tipos de diabetes.

Mulheres que tiveram a instalação do diabetes durante a gestação, ou seja, que tiveram diabetes gestacional, comumente têm normalização da glicemia logo após o parto (a doença desaparece). Sabemos, porém, que o diabetes gestacional é um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo dois, ou seja, mulheres que tiveram diabetes gestacional têm maior chance de desenvolver diabetes tipo dois futuramente. Assim, mesmo que haja normalização da glicemia depois do parto, a mulher deve estar sempre atenta. Manter o peso adequado e um nível satisfatório de atividade física são fundamentais.

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