Falta de medicamentos em unidades de saúde preocupa pacientes em MG - Diabetes, Vida e Comunidade

Falta de medicamentos em unidades de saúde preocupa pacientes em MG

23/07/2014 - G1


Pacientes com diabetes, hipertensão e problemas cardíacos precisam tomar medicamentos todos os dias. No entanto, quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) em alguns bairros de Juiz de Fora não consegue seguir o tratamento. De acordo com os moradores, o problema é que faltam remédios nas Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS) dos bairros Milho Branco e Jóquei Clube II, mantidas pela Prefeitura.

Em nota enviada ao MGTV, a Secretaria de Saúde informou que houve um atraso no repasse dos medicamentos em função de uma mudança no sistema de controle do estoque. Disse também que a empresa responsável pelo estoque garantiu que as duas UAPS estão dentro da rota de entrega dos remédios que será realizada ainda esta semana. Ainda de acordo com a secretaria, nenhum dos medicamentos citados na reportagem está em falta no estoque.

Para controlar a pressão alta e a diabetes, a aposentada Maria da Glória de Oliveira precisa de nove tipos de medicamentos. Segundo ela, há três meses recebia a maior parte na UAPS do Bairro Milho Branco, mas agora precisa comprar. A paciente gasta ainda com outros remédios para a circulação e alívio de dor. São R$ 200 a mais que precisa retirar da aposentadoria de um salário mínimo. “É um absurdo isso. Às vezes tem, outras vezes não. Nós encontramos até remédios vencidos aqui”, lamentou.

O mesmo problema acontece em outros bairros da cidade. No Jóquei Clube II, alguns pacientes vêm toda semana até a farmácia à procura de remédios, mas a resposta é sempre a mesma. “Sempre falam que não tem. Tem um que desde abril eu estou tentando e não consigo”, reclamou a dona de casa Liliane de Paula.

A dona de casa Thais Cristina do Nascimento também não conseguiu os remédios que queria. O problema é que a filha, de apenas dez meses, não pode esperar. “Toda vez que ela está doente é receitado amoxilina, mas nunca tem. E para eu comprar é muito difícil, pois custa R$ 25. Eu não tenho condições de comprar”, disse.

Outros pacientes também recebem a má notícia. A situação se repete há dois meses. “Eu tive infarto e venho aqui e não tem remédio. Se em outros postos de saúde tem, porque o daqui não tem?”, questionou a aposentada Luísa Vesceslau.
Para tentar solucionar o problema, o conselho local de saúde é chamado diariamente até a UAPS para ouvir a reivindicação dos pacientes. No entanto, nada é resolvido. “Nós estivemos na Secretaria de Saúde para obter uma resposta e demos um prazo até o dia 16 de julho. Porém, a cada dia que passa a situação se agrava, já que nos informaram que os medicamentos iriam chegar mas, até agora, nada”, explicou a integrante do conselho, Rosimeire Rosane da Silva.

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