Apenas dois adoçantes no mercado não fazem mal, diz nutricionista - Diabetes, Vida e Comunidade

Apenas dois adoçantes no mercado não fazem mal, diz nutricionista

09/08/2014 - Encontro


Com fotos compartilhadas no Facebook ou no Instaram de pratos saudáveis e de selfies malhando na academia, muitos acreditam que estamos vivendo o ápice da “geração saúde”. A moda é mostrar nas redes sociais que você é ligado em fitness (atividades físicas) e comida "maromba". Fotos de alimentos que contenham açúcar, nesses tipos de perfis, é quase uma heresia. Portanto, quando se trata de algum alimento doce, logo surge a discussão sobre qual o melhor tipo de adoçante.

São tantas substâncias disponíveis no mercado, que fica difícil escolher uma. Geralmente, o critério fica por conta do sabor mais ou menos amargo que elas costumam deixar no alimento. O que nem todos sabem é que alguns adoçantes sintéticos nem deveriam estar nas prateleiras dos supermercados por causar danos à saúde, de acordo com os especialistas.

Como explica Elizabeth Chiari, diretora do Conselho Regional de Nutricionistas de Minas Gerais, os únicos dois adoçantes que devem ser consumidos sem preocupações são os à base de estévia (ou stevia) e os que possuem sucralose. “Esses até crianças e gestantes podem consumir, pois são mais naturais”, indica a especialista.

A estévia é uma planta pertencente à família dos crisântemos e é nativa do Brasil e do Paraguai. Seu poder de adoçar um alimento é 10 a 15 vezes maior do que o do açúcar comum. A sucralose, por sua vez, é um derivado da cana-de-açúcar e, ao contrário de seu "primo" sacarose, não causa malefícios ao organismo, como já foi apontado em pesquisas. O que esse dois adoçantes têm em comum é o fato de não serem metabolizados pelo corpo, ou seja, são eliminados integralmente.
 
O problema é que esses dois tipos de adoçante, recomendados pelos nutricionistas, são até três vezes mais caros do que os sintéticos ou artificiais, oferecidos no mercado. Além disso, o fundo amargo que a estévia deixe no alimento pode desagradar o paladar mais apurado. Segundo Elizabeth Chiari, os produtos sintéticos como aspartame, sacarina e ciclamato – este último nem tem venda permitida nos Estados Unidos – são derivados do petróleo e não recomendados para hipertensos. “O maior problema desses produtos é a alta concentração de sódio, o que causa doenças cardiovasculares”, afirma a nutricionista.

Outra polêmica relacionada ao consumo contínuo de adoçantes sintéticos é que poderiam provocar câncer ou mal de alzheimer. Apesar de não haver estudos científicos conclusivos sobre esses malefícios, Elizabeth conta que as especulações surgiram pelo fato de nossas células não reconhecerem a substância sintética. “Por isso, costumo pedir aos meus pacientes que alternem o tipo de adoçante que utilizam. Não recomendo usar apenas um por muito tempo”.

A especialista diz, ainda, que a quantidade ideal para se consumir num dia seria, no máximo, três vezes, ou seja, durante as principais refeições. Deve-se levar em conta também o consumo de balas e chicletes diets, que contém adoçantes sintéticos, e podem levar a pessoa a extrapolar a "cota saudável" no uso dos produtos artificiais. Uma dica para não estourar a quantidade recomendada é dar preferência para as frutas da estação, quando for preparar sucos. “Essas frutas costumam ser mais doces do que as outras e, com isso, não demanda outra fonte de açúcar, mesmo que sintética”, aconselha.

Adoçantes Naturais:

Estévia (Stevia)

Pode ser consumido por qualquer pessoa. Não produz cáries, nem é calórico, tóxico, fermentável ou metabolizado pelo organismo.
Origem: Cana-de-açúcar

Sucralose
Não possui  calorias e não causa cáries. Também não tem efeito na secreção de insulina. Pode ser consumido por qualquer pessoa.
Origem: cana-de-açúcar

Adoçantes Sintéticos

Sacarina
Submetida ao calor, não perde suas propriedades. Não deve ser utilizada por paciente hipertensos ou que tenham tendência a reter líquidos devido ao sódio.
Origem: Derivada do Petróleo


Ciclamato
Sabor agridoce é semelhante ao açúcar refinado. Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer na forma sódica, ou seja, combinado com sódio.
Origem: Derivada do Petróleo

Aspartame:
É contraindicado para portadores de fenilcetonuria, uma doença genética rara que provoca o acúmulo de fenilalanina no organismo, causando retardo mental. Pelo mesmo motivo, também se desaconselha o uso por grávidas.
Origem: Produzida a partir dos aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: fenilanina e ácido aspártico




A Comunidade DiabeteNet.Com.Br tem como finalidade informar e interagir com os seus usuários. Antes de qualquer decisão ou atitude, é indispensavel a discussão sobre os pontos aqui abordados juntamente com médicos de sua confiança.

Dê sua opinião sobre este conteúdo

Nuvem de tags deste conteúdo

Comentários sobre este conteúdo

  • Vilson
    04/06/2015 - 02:34

    A "doutora" ai mistura muito obesidade com diabetes....Cada caso e uma coisa. Sera que ela sabe que existem diabeticos ate extremamente magros que ate precisam ganhar peso....Mas nao e so o caso aqui...Em todos os "aconselhamentos" sobre qualquer tipo de dieta para diabetes sempre os "entendidos" aliam a doença a obesidade ou sobre-pesos...Ate hj nao li uma unica materia que desvinculasse um problema do outro...

  • Elvis Nascimento
    21/09/2017 - 22:30

    Gostaria de saber se o açúcar mascavo é tão saudável quanto a estévia e a sucralose?/

Cadastre seu comentário!


Surgyplast


Noticias
  • Pesquisa
  • Associe-se
  • Fórum

Acompanhe nosso arquivo de conteúdo:

» « Novembro - 2017
D S T Q Q S S
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

© Copyright 1997-2017 - e.Mix

As informações apresentadas a você pelo DiabeteNet contém informações gerais.
Nenhuma informação deve ser interpretada como tratamento, diagnósticos, conselhos médicos e não deve substituir a orientação do seu Médico.