Pesquisa de Harvard desmistifica a suposta relação saudável entre a obesidade e o diabetes - Diabetes, Vida e Comunidade

Pesquisa de Harvard desmistifica a suposta relação saudável entre a obesidade e o diabetes

05/02/2014 - Paranashop


Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Harvard apontou que a obesidade oferecer proteção aos diabéticos é um mito. Pelo contrário, o excesso de peso pode aumentar o risco de morte prematura entre as pessoas com diabetes do tipo 2. Este novo estudo poderá invalidar pesquisas anteriores, que encontraram o chamado "paradoxo de obesidade”, ou seja, sugeriram que o excesso de peso poderia fornecer proteção contra a morte.  É o que relata Fabiano Sandrini, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart.

O estudo, publicado em janeiro no New England Journal of Medicine, teve como amostra mais de 11 mil pessoas com diabetes do tipo 2, diagnosticadas no início dos anos 60 e acompanhadas durante quase 16 anos. No período, quase 3.100 pessoas morreram. De acordo com Sandrini, a primeira análise feita mostrou que o excesso de peso ou mesmo a obesidade foi um fator de risco menor para morrer do que ter o peso normal. “Mas nesta nova pesquisa foram separados os dados pelo tabagismo e, assim, o paradoxo da obesidade desapareceu na comparação entre as pessoas que nunca fumaram e os fumantes”, explica o médico.

Os pesquisadores também analisaram desta vez a relação entre o Índice de Massa Corpórea (IMC) antes de um diagnóstico de diabetes e mortes causadas por doenças cardíacas, câncer e outras causas. Eles descobriram que, quanto maior o IMC, maior o risco de morrer de doença cardiovascular em aqueles que nunca fumaram.  "Os fumantes tendem a ser mais magros. Mas, quando a pesquisa foi estratificada por tabagismo, viu-se que a relação é realmente linear, com risco de mortalidade subindo com IMC," disse Sandrini.

O especialista explica que usar o IMC como um indicador de status de peso sozinho é insuficiente já que o Índice não identifica quanta gordura ruim uma pessoa tem. "As pessoas têm gordura boa e má. É mais importante saber sobre a gordura ruim. O ideal seria analisar o IMC juntamente com outros fatores de risco de doença cardiovascular, tais como pressão alta e colesterol alto. Isso seria muito mais confiável", reforça o médico.

Sandrini ressalta que a obesidade está ligada a problemas de saúde graves, incluindo doenças cardíacas, hipertensão arterial e diabetes do tipo 2. “Estar com sobrepeso ou obesidade é fator de risco bem estabelecido pela morte prematura. Por isso os resultados iniciais sobre o paradoxo, revogados agora, foram tão surpreendentes”, finaliza.

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