O que é Neuropatia diabética? E autonômica? - Diabetes, Vida e Comunidade

O que é Neuropatia diabética? E autonômica?

19/11/2014 - Midia News


Hoje, na consulta, ganhei a revista Vida Saudável e Diabetes edição do mês de maio (estamos lá no encontro de Mulheres Diabéticas viu?) e nesta edição estava a entrevista que eu estava esperando sobre neuropatia (esqueci de comprar e dancei!). Nesta entrevista, o Dr. Explicou tudo direitinho sobre a Neuropatia, e achei bacana colocar alguns pontos aqui que acho que valem sim como alerta. Adquira sua revista pelo link da Revista Vida Saudável e Diabetes.

O Diabetes – quando mal acompanhado, mal cuidado, mal controlado – pode acometer a microcirculação (o que pode ocasionar complicações como a Retinopatia- olhos – e a Nefropatia – rins), além do coração e nervos, entre outras complicações. A Neuropatia Diabética é a complicação crônica mais comum entre os portadores de Diabetes Mellitus, e está entre as mais impactantes em termos de qualidade de vida. A hiperglicemia crônica pode afetar virtualmente todas as fibras nervosas do nosso corpo: nervos sensitivos, motores e autonômicos. E nossos nervos são responsáveis por levar os impulsos nervosos pela sensibilidade ao tato, pressão, temperatura e vibração além de controlar os músculos e glândulas do suor mantendo seu bom funcionamento.

O preocupante é que, de acordo com o Dr. Clemente, pelo menos 50% dos diabéticos portadores de neuropatia diabética são completamente assintomáticos, o que faz com que se passem muitos anos até o diagnóstico. Ela costuma ser silenciosa no início – mesmo a periférica, e quando apresenta sintomas já pode estar em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e piora muito a qualidade de vida do diabético. Por isso, não se deve esperar os sinais de alerta. Deve ser examinado pelo médico pelo menos uma vez por ano. Em caso de suspeita, sempre deve se procurar um especialista.

A neuropatia diabética mais frequentemente é a que aparece na extremidade dos nervos mais longos como nas pernas e braços, a sensitivo-motora, mas também pode ocorrer no tórax, face e regiões genitais. Pode se manifestar através da perda de sensibilidade (dor, frio, calor, choques, vibrações) nas extremidades do corpo, dores nas pernas e pés que pioram a noite, falta de suor nos pés e exceção na cabeça e peito, por exemplo.

A neuropatia autonômica é um tipo de neuropatia muito pouco conhecida pelos pacientes diabéticos, talvez por ser ainda mais silenciosa e dificilmente apresentar sintomas no início. Quando o paciente recebe o diagnóstico, às vezes, pode ser tarde, e o tratamento mais difícil. Ela acomete as fibras autonômicas do Sistema Nervoso Periférico e representa uma das complicações mais perigosas do diabetes, justamente pelo fato de ser tão silenciosa. O que o nosso sistema nervoso autonômico regula? Quase tudo! Função intestinal, digestiva, batimentos cardíacos, temperatura corporal…..dá para perceber como esse é um assunto sério não? Por isso eu estava assustada. E não quis alardear muito, porque não sabia o que me esperava.

Alguns exames são necessários para o efetivo diagnóstico da Neuropatia. Há alguns anos atrás, eu havia feito a Eletroneuromiografia (EMG), e me lembro de estar tudo ok. Mas isso, claro, na parte sensitiva, nos pés. E o resto? Foi isso que fui descobrir hoje! São necessários testes para avaliar como estão as funções dos nervos: primeiro o exame clinico-neurológico, onde são testadas a sensibilidade térmica e dor e vibração, e segundo são exames com aparelhos para checar os reflexos autonômicos cardiovasculares (TRAC) – o que eu fiz hoje.

Alguns sintomas mais frequentes da Neuropatia Diabética:

Dores em queimor e formigamento em ambos os pés e ocasionalmente também nas mãos
Hipotensão postural (queda repentina da pressão arterial ao levantar, tonturas)
Falta de transpiração nos pés, excesso de suor na cabeça e região peitoral
Sudorese excessiva noturna
Impotência sexual
Disfunção de transpiração
Mal funcionamento da mobilidade do estomago (gastroparesia) ocasionando sensação prolongada de repressão abdominal.

De acordo com o doutor, e o que me deixa feliz em dizer isso aqui, apesar da seriedade desta complicação, é possível sim chegar a uma idade avançada de diagnóstico , com muitos anos de doença, sem apresentar o problema. Como? Controle glicêmico eficaz, dieta, exercícios, cuidados com a saúde em geral, e sim, visita ao médico. O diagnóstico precoce, como em muitas doenças, é o grande trunfo do paciente. No meu caso, apesar dos 35 anos de DM1 e muitos deles não controlados, principalmente antes do ano 2000, a colocação da Bomba de Insulina, para mim, foi fundamental para melhorar os quadros de complicações e evitar novas .Para o Dr. Clemente, a neuropatia na ponta dos pés não existe em função disso. E a Neuropatia Autonômica , que tanto estava me assustando, agora vai fazer parte da minha rotina, mas com cuidados. Ela foi diagnosticada a tempo, está em grau leve ( inicial) e será devidamente tratada com medicamentos, rotina mais rigorosa ( os remédios tem que ser ministrados nos mesmos horários, o que vai exigir de mim uma disciplina maior para refeições, horários para dormir e acordar e praticar o meu amado esporte.). Fiquei emocionada hoje! Juro! =D

Agora que finalmente essa folia de Copa, 200 feriados e eleições acabou, eu finalmente terei meus dias de atividade normalizados e passo longe das tentações que sempre deixo só para os finais de semana (como bebida, por exemplo) e focar sim no meu tratamento. Eu não me cuidava? É CLARO QUE SIM!! SEMPRE!! Mas as vezes os fatores externos atrapalham…..o problemas não esperam a gente ficar bem para aparecer. Eles vem como um “trator”, atropelam, tiram a tua paz. Mas você não pode nunca se abandonar. Somos sim o nosso maior tesouro, seja ele problemático ou não.

Complicações tratadas e acompanhadas….o que você faz quando por mais que tente, sua glicemia te nocauteia? Eu gostaria de manda-la passear, de tirar umas férias…mas não tem como.

Eu tive uma descompensarão em função de tantos feriados e jogos, mesmo tendo tentado manter a linha. Foi difícil comer nos horários, direitinho, malhar. Até o meu aparelho de compilamento de dados da bomba estava louco (o SmartPix). Socorro!

Já aconteceu de eu dormir bem, controlada, e acordar com ela nas alturas: claro que com a prática, você logo vê que tem algo errado: troquei cateter, cânula, insulina, tudo novo: baixou! Isso eu aprendi na marra: as vezes a cânula entope ( não é comum, mas acontece) e simplesmente a dose não entra. Ficamos descobertos, a glicemia sobe. Ou então, como alguns alimentos não estão na lista que tenho de carboidratos, ou não tem rotulo ( como fazer em um restaurante?), e de repente, a contagem de CHO está errada e….hipo. Temos que saber sair dessas situações de risco. Mas isso cansa …. e não cansa só a cabeça. Cansa o coitado do nosso corpo!

Porque, para quem me acompanha o Clube do Diabetes no Instagram, esse fim de semana não foi nada fácil….depois de uma hipo severa, fui até parar no hospital para tomar remédios do tipo TRAMAL. Acreditam? E estou ainda com dor! Está mais do que na hora de adaptar melhor a programação da bomba. Não adianta, a nossa melhor amiga é, e sempre será a aceitação, e podem me xingar, a rotina. Não que goste dela mas…. E pode ter certeza, foi a partir do momento em que eu resolvi aceitar a minha vida como ela é, que eu consegui me salvar. A tempo de curtir muito ainda a vida!

Não quero desistir, não vou desistir. Mesmo quando tenho a impressão que meu corpo quer ganhar de mim.

A Comunidade DiabeteNet.Com.Br tem como finalidade informar e interagir com os seus usuários. Antes de qualquer decisão ou atitude, é indispensavel a discussão sobre os pontos aqui abordados juntamente com médicos de sua confiança.

Dê sua opinião sobre este conteúdo

Nuvem de tags deste conteúdo

Comentários sobre este conteúdo

Seja o primeiro a comentar este conteúdo!

Cadastre seu comentário!


Surgyplast


Noticias
  • Pesquisa
  • Associe-se
  • Fórum

Acompanhe nosso arquivo de conteúdo:

» « Novembro - 2017
D S T Q Q S S
   1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

© Copyright 1997-2017 - e.Mix

As informações apresentadas a você pelo DiabeteNet contém informações gerais.
Nenhuma informação deve ser interpretada como tratamento, diagnósticos, conselhos médicos e não deve substituir a orientação do seu Médico.