Pacientes com diabetes reclamam da falta de material para controlar doença - Diabetes, Vida e Comunidade

Pacientes com diabetes reclamam da falta de material para controlar doença

03/08/2015 - G1 Globo


Pacientes com diabetes estão com dificuldades para conseguir o material necessário para monitorar e controlar a doença e nos postos de saúde de Rio Claro (SP). Alguns dos moradores relatam que estão precisando gastar dinheiro do próprio bolso por conta de um problema municipal. A Fundação Municipal de Saúde emitiu uma nota afirmando que o problema foi causado devido à readequação no pagamento de fornecedores e que pretende resolver a situação o mais rápido possível, mas não informou um prazo para que isso aconteça.

A operadora de vendas Giovanna Regina Zuin convive com a diabetes há quase 29 anos. Ela monitora o nível de glicose no sangue várias vezes por dia. A insulina que ela precisa tomar todos os dias antes de cada refeição é retirada no posto de saúde. Contudo, a seringa usada para aplicar o hormônio foi comprada com o próprio dinheiro, já que está em falta na rede pública. “Precisei comprar dessa vez a seringa. Vem 10 seringas em um pacote que dá para dois dias. Vai mais de R$ 200 no mês. Tenho muito medo. Porque a diabetes é uma doença silenciosa, vai prejudicando o diabético aos poucos”, comentou.

Dificuldades

Já Maria Eduarda Vila Picelli, de 10 anos, não está mais recebendo as tirinhas e nem as lancetas usadas no teste de glicemia. Os itens são essenciais para que ela saiba como está a taxa de açúcar no sangue a cada três horas. “O tempo inteiro tem que ficar medindo. De três em três horas, se ficar regulado. Se estiver muito alto tem que medir de duas em duas horas. Se ficar sem a fitinha não tem como viver”, afirmou.

Por mês, ela precisa de, no mínimo, 240 unidades de cada e ultimamente a família está sendo obrigada a comprar. “Por volta de R$ 640. A gente se aperta mensalmente e tenta conseguir comprar”, explicou a mãe, Raquel Oliveira.

Desde o dia 20 de junho, Raquel afirma que tem ligado para o posto de saúde, mas a resposta é negativa. “Durante esses sete anos que minha filha tem diabetes tipo um, não é a primeira vez que acontece isso. Fico até um pouco revoltada, porque a gente paga nossos impostos, cumpre nosso papel como cidadão e a saúde não é uma prioridade”, reclamou.

Segundo a endocrinologista Flávia Moretti Duch Simone a situação é perigosa para os pacientes que necessitam de insulina. “Mesmo o paciente que está controlado. Se tem uma infecção, pega uma gripe, com certeza vai causar um descontrole na doença. Então se ele estava todo controlado e tiver uma febre, uma infecção, muito provavelmente vai precisar aumentar a dose de insulina. Como ele vai saber”, relatou.

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