Diabéticos relatam problemas durante reforma de Centro de Atendimento - Diabetes, Vida e Comunidade

Diabéticos relatam problemas durante reforma de Centro de Atendimento

02/11/2015 - G1 Globo


O Centro Municipal de Atenção ao Diabético de Uberlândia está fechado para reforma desde outubro. Os pacientes que precisam de atenção especializada relataram ao MGTV o sentimento de abandono, pois além do atendimento comprometido, também há dificuldade em conseguir medicamentos e insumos fornecidos pelo Município e pelo Governo do Estado. A a Fundação Saúde do Município de Uberlândia (Fundasus), por sua vez, informou que a distribuição de medicamentos está normalizado.

A sede do Centro continua na Rua Tenente Rafael de Freitas, no Bairro Patrimônio. O local não passava por manutenção há dez anos. As obras vão permitir até mesmo a ampliação do número de atendidos. A média era de 700 pessoas por mês.

Com a reforma, o atendimento foi direcionado para as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) dos bairros Tibery e Martins. A entrega dos insumos ocorre no anexo da Secretária de Saúde, na Avenida João Naves.

João Antônio Porto Ferreira, de 14 anos, precisa fazer o teste de glicemia de cinco a seis vezes por dia para controlar a diabetes tipo I. Com isso, gasta muitos insumos. A mãe dele, a designer de acessórios Saionara Porto Ferreira, contou que cada caixa de fitas custa cerca de R$ 100 e o pacote com 10 seringas, R$ 25.

No caso de João Antônio, a insulina pode ser comprada em farmácia popular. Já a usada pela filha da supervisora de vendas Telma Lúcia de Sousa Batista, não. O gasto é de R$ 500 por mês.

Telma contou que procura os locais de atendimento do Centro Municipal de Atenção ao Diabético e a resposta é sempre a mesma: não tem o produto.

Tanto Saionara quanto Telma reclamam que a maioria dos insumos está em falta há um mês. A última vez que conseguiram seringas foi há seis meses.

A educadora Ivaneide de Souza Silva também compartilha da opinião das mães e conta que fez estoque de fita para o tratamento do filho. O produto é importado e ela comprou maior quantidade para evitar preços altos devido a alta do dólar.

Ivaneide comentou ainda que espera que a situação se resolva logo. “O diabético não pode ficar em, não tem feriado, nem domingo. Tem que usar medicamento todo o dia. A doença não tem cura”, concluiu.

Em nota, a Fundasus informou que a distribuição de insumos e medicamentos para pacientes diabéticos está normalizada, segundo o relatado pela Central de Abastecimento Farmacêutico.

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