Estudo liga poluição do ar ao aumento da obesidade - Diabetes, Vida e Comunidade

Estudo liga poluição do ar ao aumento da obesidade

13/12/2015 - Opinião & Notícia


Estudos indicam que a qualidade do ar pode aumentar as chances de ganho de peso e diabetes. No prazo de alguns anos, pessoas com dietas e hábitos semelhantes podem observar resultados diferentes em seus metabolismos e no ganho de peso graças a diferenças no ar que respiram.

A fumaça de cigarros e fuligem dos gases expelidos por carros são as maiores fontes de preocupação. Elas emitem partículas minúsculas que podem causar inflamações generalizadas e atrapalhar a capacidade do corpo de queimar calorias.

“Estamos começando a entender que a inalação e a circulação de poluentes no organismo pode atingir mais do que os pulmões”, explica Hong Chen, professor de saúde pública da Universidade de Toronto, no Canadá.

Os primeiros sinais foram observados em um experimento com ratos de laboratório, na Universidade de Ohio, nos EUA, onde o professor de saúde ambiental procurava entender por que pessoas que vivem em grandes cidades têm mais risco de desenvolver doenças cardíacas do que aquelas que moram no campo, além das diferenças de estilo de vida e alimentação.

O cientista passou a criar ratos em variados tipos de condições atmosféricas encontradas em muitas cidades: alguns respiravam um ar puro e filtrado, enquanto outros inalavam os gases encontrados em ruas movimentadas.

Foi possível observar os efeitos da poluição depois de dez semanas. As cobaias expostas à poluição apresentavam mais gordura corporal, tanto em torno do abdômen como em volta dos órgãos internos. E quando observadas por microscópio, as células de gordura desses animais eram 20% maiores do que as dos ratos que respiraram ar puro.

Além disso, as cobaias intoxicadas se mostravam menos sensíveis à insulina, o que aumenta o risco de diabetes.

Quando inspiramos, os poluentes irritam as pequenas bolsas de ar úmido que normalmente permitem que o oxigênio passe para a corrente sanguínea. Com isso, o revestimento dos pulmões lança uma resposta de estresse, esgotando nosso sistema nervoso, como a liberação de hormônios que reduzem a potência da insulina e retiram o sangue do tecido muscular – mais sensível à insulina -, impedindo o corpo de controlar bem seus níveis de açúcar.

É preciso ter cuidado ao analisar os resultados desta e outras pesquisas semelhantes: todas indicam resultados depois de anos de observação. Mas considerando-se o número de pessoas que mora em cidades muito poluídas, a quantidade total de vítimas a longo prazo pode ser enorme. “Todos nós somos afetados pela poluição, em certa medida”, afirma Brook. “Trata-se de uma exposição contínua e involuntária de bilhões de pessoas – e por isso o impacto geral é muito maior.”

As soluções são conhecidas, mas difíceis de implementar em larga escala: diminuir a poluição atmosférica com a adoção de carros elétricos ou híbridos, ou ainda redesenhar as ruas para que pedestres e ciclistas fiquem menos expostos aos carros.

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