Transplante de células-tronco ajuda pacientes com doença de Crohn - Diabetes, Vida e Comunidade

Transplante de células-tronco ajuda pacientes com doença de Crohn

03/01/2016


Em 2014, uma cirurgia inédita no Brasil foi realizada por médicos de São José do Rio Preto (SP) em uma paciente com a doença de Crohn. Um transplante com células-tronco foi realizado com sucesso, mas agora a técnica teve um novo avanço e quem tem a doença e precisa da bolsa de colostomia poderá, por meio da nova técnica, se submeter ao procedimento.

A esperança é a maior aliada da dona de casa Kedney Guimarães que há sete anos descobriu que tem a doença de Crohn. Por causa das complicações da doença, a dona de casa passou por uma cirurgia e retirou parte do intestino. Atualmente ela vive com a bolsa de colostomia e sabe muito bem as consequências de todo esse processo. "A gente fica um pouco sem qualdiade de vida e sem dignidade, a gente fica isolada, deixa de ir aos lugares, de trabalhar por causa da doença, o sofrimento é grande", afirma.

Os especialistas explicam que a doença de Crohn é uma inflamação que atinge o intestino e segundo os especialistas demora para ser diagnosticada. "Começa com uma cólica, diarréia, febre baixa, anemia, sangramento nas fezes e o paciente demora para ter um diagnóstico da doença, em média leva um ano", afirma o proctologista Kaiser Júnior.

Desde 2014, começou a ser feita em Rio Preto uma cirurgia que usa células-tronco para combater a doença de Crohn. As células-tronco conseguem produzir anticorpos que não atacam o intestino. Os resultados positivos com a nova técnica já beneficiaram 14 pacientes em várias partes do Brasil. "Hoje em dia vimos que os pacientes saem da cirurgia sem a necessidade de uso de medicamentos, melhora a cólica, a pessoa volta a uma vida normal", afirma o médico.

A boa notícia para quem tem a doença de Crohn é que esse mesmo procedimento pode ser feito agora em pacientes que usam a bolsa de colostomia. A cirurgia inédita foi feita em Rio Preto no ano passado com resultados que surpreendem. "A gente não fazia para pacientes que tinham a bolsa por causa da contaminação e estragar o transplante. Agora fizemos uma adaptação e ela pode ser feita", afirma.

Elaine Ferreira Jaculi, de 40 anos, passou por essa cirurgia inovadora. Ela que veio de Uberlândia (MG) pesquisou sobre a nova técnica e resolveu se submeter ao procedimento. Há 15 anos ela sofre com os efeitos da doença e depois de uma cirurgia precisou usar a bolsa de colostomia. "Me sinto privilegiada e peço que as pessoas criem força para fazer a cirurgia porque o procedimento melhorou muito", afirma.

Por enquanto, o transplante de células-tronco para pacientes com doença de Crohn que usam bolsa de colostomia não é pago pelo SUS, Sistema Único de Saúde, e nem pelos convênios particulares. A cirurgia é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, mas quem tiver interesse, precisa entrar na Justiça, ou pagar um médico particular.

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