Crianças são 25,9% dos diabéticos do Amazonas, segundo dados da Susam - Diabetes, Vida e Comunidade

Crianças são 25,9% dos diabéticos do Amazonas, segundo dados da Susam

26/06/2016 - D24am


Manaus - Crianças de até 12 anos incompletos já correspondem a 25,9% do total de diabéticos do Amazonas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam). Atualmente, 181.163 pessoas são portadoras de Diabetes Mellitus, no Estado, sendo 47 mil pacientes infantis, conforme os critérios de classificação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo o secretário executivo de atenção especializada da capital, da Susam, Wagner Willian de Souza, a maior parte dos casos de diabetes está relacionada a maus hábitos alimentares, fator que demanda, no Dia Nacional do Diabetes, lembrado neste domingo, atenção ainda maior da população, quanto à necessidade de prevenção e controle da doença. “O diabetes tipo 2 é o ‘grosso’ dos casos. Outro ponto importante a destacar é que estima-se, hoje, que só metade das pessoas que têm diabetes sabe que possui a doença. E dessa metade que sabe, só 50% estão se tratando. Então, precisamos, de fato, fazer um alerta para essas pessoas”, afirma.

Os dados da Susam apontam que 825 pessoas morreram, no Amazonas, em todo o ano passado, em função de complicações relacionadas ao diabetes. Além da morte do paciente, cegueira, insuficiência renal, infarto do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e pé diabético são algumas das complicações causadas pela não realização do tratamento precoce da doença.

Para Souza, a incidência do diabetes entre o público infantil segue a mesma tendência das demais doenças ligadas ao metabolismo, como, por exemplo, colesterol e triglicerídeos.

Apesar do número significativo de crianças acometidas pelo diabetes, no Estado, conforme as estatísticas da Susam, pessoas com idade entre 35 e 69 anos correspondem à maioria dos diabéticos.

A médica endocrinologista e consultora do laboratório Sabin, Dorothy Aguiar, afirma que o diabetes é dividido em dois tipos principais. O tipo 1 acomete, geralmente, o paciente durante a infância e é caracterizado pela parada da produção de insulina pelo pâncreas; e o tipo 2, mais tardio e caracterizado geralmente pela deficiência parcial de insulina ou resistência à ação do hormônio.

“No caso das crianças, o diabetes tende a ser autoimune, ou seja, o pâncreas, por problemas do próprio organismo, para de funcionar, fazendo com que a criança fique dependente de insulina”, explica.

Já no caso da diabetes adquirida, ou tipo 2, obesidade, alimentação inadequada, sedentarismo e estresse são alguns dos fatores ambientais causadores, de acordo com a endocrinologista. A presença de carga genética também integra a lista de possíveis causas do surgimento do diabetes tipo 2.

Aguiar alerta que manter uma alimentação balanceada a cada três horas e praticar atividade física regularmente são algumas das medidas simples a serem adotadas pela população para prevenir a diabetes adquirida.

Independente do tipo de diabetes que o paciente apresente, controlar a doença previne o surgimento de problemas de tireoide e de infecções urinárias, vaginais e pulmonares (pneumonia). “As infecções ocorrem porque o alimento da bactéria é o açúcar. Se o nível de açúcar está alto em determinado local, é lá que a bactéria vai se proliferar”, esclarece a médica.

Restrições

Mãe de um adolescente de 17 anos com diabetes tipo 1, a funcionária pública Glauria Said, 50, afirma que explicar ao filho, com 7 anos de idade na época do diagnóstico, que ele não poderia mais comer os doces que tanto gostava foi a maior dificuldade enfrentada pela família.

“Ninguém na família tinha tido problemas de diabetes. Imaginava como eu explicaria que ele não ia mais poder comer doces, se ele nem tinha maturidade para entender aquilo”, conta.

O impacto da nova realidade era ainda maior durante as festinhas de aniversário, segundo Glauria, quando cabia a ela controlar a quantidade de doces consumida pelo filho. “Ele perguntava por que não podia comer brigadeiro, se o irmão comia. Com o tempo aprendi a lidar com a situação. Deixava ele comer doce só quando voltava do pula-pula, pois a glicemia estava baixa”, relembra ela que, instigada pela falta de variedade de alimentos específicos para diabéticos, na época, criou um serviço de encomendas de doces diets.

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