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O fim da agonia na mesa de hemodiálise

27/06/2008 - Diario de Natal

O advogado chileno Domingo Gabriel Contreras, 58 anos, natural de Santiago, conta que tem diabetes desde os 14 anos de idade. Aos 53 anos de idade, por viver uma vida desregrada, a doença lhe provocou insuficiência renal que afetou ambos os rins. ‘‘Antigamente eu era um diabético descontrolado. A cachaça e outras coisas fizeram isso comigo’’. Domingo conta que passou um ano fazendo hemodiálise. O advogado sofria bastante por causa de seu problema. ‘‘No tempo da hemodiálise, eu só podia beber um copo de água por dia. Passava um dia para me recuperar do processo, e no outro já tinha que voltar a fazê-la. Ficava um trapo. Paguei todos os meus pecados na época’’, comenta Domingo.

O chileno diz que estava por volta do número mil na fila de espera por um transplante de rin. Então, sua irmã Maria Mercedes, que hoje tem 41 anos, perguntou aos médicos se uma mulher poderia doar o rim para um homem. Disseram-lhe que sim e, após os exames, constataram que a compatibilidade era de quase 100%. ‘‘A cirurgia para o doador é simples, não é tão grave’’, afirma Domingo, que acrescenta que não foi preciso tirar-lhe os dois rins que não funcionam. ‘‘Colocaram um terceiro na frente do abdômen. Isso serve para desmistificar a idéia antiga de que era preciso retirar os rins’’. Domingo Contreras afirma viver uma vida altamente regrada ultimamente, mas que pode comer de tudo, desde que regulamentado pelo médico. Ele diz que faz atividades físicas normalmente e até cuida de seu jardim. ‘‘Duas coisas me trazem maior felicidade após o transplante: poder urinar 3 litros e também poder tomar 1 copo de suco inteiro. A qualquer hora que tenho sede, posso beber uma jarra de água’’.