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Cientistas desenvolvem “tatuagem” para diabéticos medirem glicose

07/06/2010 - R7

A famosa picadinha no dedo, que os diabéticos precisam fazer todos os dias para medir o nível de glicose no sangue, pode ficar para trás no futuro.

Cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um novo tipo de medidor de glicose que não apenas elimina a picada do dedo como também fornece resultados mais precisos.

O novo método consiste na aplicação, embaixo da pele, de uma “tatuagem” de nanopartículas: uma espécie de tinta que contém partículas capazes de detectar a glicose no sangue.

Para saber o nível da glicose, o paciente precisa usar um aparelho parecido a um relógio de pulso em cima da “tatuagem”.

Esse leitor recebe a informação coletada pelas nanopartículas e emite luzes infravermelhas que indicam a taxa de glicose sanguínea.

Paul Barone, pesquisador do Departamento de Engenharia Química do MIT, afirma que os pesquisadores ainda estão trabalhando para melhorar a precisão do sistema, que promete ser mais exato do que os atuais medidores.

- O diabetes é um problema enorme, de âmbito mundial. Mas, apesar de décadas de avanços de engenharia, a nossa capacidade de medir com precisão a glicose no corpo humano continua a ser bastante primitiva.

Quando chega ao mercado?

Apesar do anúncio dos cientistas, Barone afirma que o novo método está muito longe de ser usado por humanos. Ele ainda sequer foi testado em animais, o que o cientista diz ser fundamental para determinar o valor da descoberta.

- Não dá pra saber o quanto isso será bom até você testar em alguém e verificar a força do sinal [emitido].

Até lá, os portadores de diabetes que precisam medir a glicose no sangue continuarão utilizando os atuais aparelhos.