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Especialista orienta sobre a prevenção de diabetes em Tatuí

24/07/2014 - G1

Segundo o Ministério da Saúde, a doença de diabetes atinge 13 milhões de pessoas no Brasil, ou seja, 7% total da população. Os dados preocupam, pois há oito ano o número não passava de 10 milhões de pessoas. Em Tatuí (SP), a médica endocrinologista Débora Maldonado France conta acreditar que o aumento no número de pacientes se deve a má qualidade de vida. “As pessoas precisam cuidar da alimentação, não ganhar peso, não ser sedentário, ter critério na escolha do alimento além de não fumar, beber para colaborar na prevenção”, afirma.


A especialista diz ainda que a única forma de impedir o crescimento do número  é a prevenção. Ela salienta o perigo de não descobrir a doença, já que a falta de um tratamento adequado pode causar ainda mais prejuízos à saúde. “As consequências mais graves são complicações cardio-vasculares, então quem é diabético tem mais risco de infarto, derrame, amputação, de doença renal, cegueira, então a prevenção e o diagnóstico precoce evitam que a doença cheguem as complicações mais sérias”, orienta.

Existem dois tipos de diabetes. O tipo 1 é mais frequente em crianças e jovens. Neste caso são necessárias injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em taxas normais, pois a produção do pâncreas não é suficiente. Já o tipo 2 normalmente ocorre em pessoas com mais de 40 anos. Neste tipo até existe a presença da substância porém a ação é dificultada pela obesidade. A doença pode trazer complicações ao coração e cérebro.


Mas mesmo a doença assustando, é possível ter uma vida saudável. Alguns hábitos podem ajudar a manter a doença em níveis aceitáveis como é o caso da professora Bianca Sbruzzi, moradora de Itapetininga (SP). Ela descobriu que tinha diabetes tipo 1 aos dez anos de idade. Desde então precisou mudar a rotina. Há oito anos a jovem faz quatro aplicações da substância diariamente, além de medir com frequência a taxa de glicemia no sangue.


A alimentação também é diferente: produtos integrais, diets e frutas são frequentes nas refeições. “A alimentação precisa ser bem balanceada, tem quantias certas para comer. Tenho que procurar comer coisas mais leves ao longo do dia, e sempre comer pouco em poucas horas. Foi difícil no começo, porque era criança e tinha vontade de comer doces e coisas que não podiam, mas com o tempo fui me adaptando”, revela.