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Cientistas descobrem como emagrecer sem dieta ou remédios

08/01/2015 - Hypescience

Ronald Evans, diretor do Laboratório de Expressão Genética do Instituto Salk, dos Estados Unidos, desenvolveu um composto chamado “fexaramine” que age como uma refeição imaginária. Ele engana o corpo a pensar que consumiu calorias, fazendo-o na verdade queimar gordura.

Diferente da maioria das pílulas de dieta no mercado, esta não se dissolve no sangue, como inibidores de apetite ou medicamentos para emagrecer à base de cafeína, mas sim permanece nos intestinos, causando menos efeitos colaterais.

“Esta pílula é como uma refeição imaginária”, define seu criador Ronald Evans. Segundo ele, ela funciona porque dispara o envio dos mesmos sinais que normalmente são enviados quando a gente come, de modo que o corpo entende que deve começar a limpar espaço para armazenar essa nova leva consumida. Com o benefício incrível, claro, de não ter calorias e não provocar alterações no apetite.
A importância desse medicamento vai muito além da estética.

Só nos Estados Unidos, mais de um terço dos adultos são obesos e 29,1 milhões de pessoas têm diabetes, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças do país. Tanto a obesidade quanto a diabetes levam a um aumento das despesas de saúde, um maior risco de complicações e uma vida útil mais curta.

Desenvolvimento do fexaramine
O Laboratório Evans passou quase duas décadas estudando o receptor farensoid X (FXR), uma proteína que desempenha um papel na forma como o corpo liberta ácidos biliares a partir do fígado, digere os alimentos e armazena gorduras e açúcares. A FXR não só provoca a liberação de ácidos biliares para a digestão, como também altera os níveis de açúcar no sangue e faz com que o corpo queime algumas gorduras, em preparação para a refeição que está chegando.

As empresas farmacêuticas com o objetivo de tratar a obesidade, diabetes, doenças do fígado e outras condições metabólicas desenvolveram drogas sistêmicas que ativam a FXR. Mas essas drogas afetam vários órgãos e provocam alguns efeitos colaterais terríveis.

Foi aí que Evans resolveu mudar o rumo dessa história.

Ele estudou a possibilidade de ligar a FXR apenas aos intestinos, ao invés de ligá-la ao fígado, rins e às glândulas supra-renais de uma só vez. A expectativa dele era de que isso poderia ter um resultado diferente, como de fato teve.

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Como o fexaramine funciona

“Quando você come, você tem que ativar rapidamente uma série de respostas por todo o corpo”, explica Evans. “E a realidade é que a primeira resposta para tudo isso é o intestino”. Então, a grande sacada de Evans e seus colegas foi fazer um medicamento para emagrecer que age apenas no intestino.

Sem transporte para a corrente sanguínea que levaria a droga em todo o corpo, o fexaramine não só reduz efeitos colaterais, como também faz o composto agir melhor para parar o ganho de peso.
Testes e resultados

Quando o grupo deu uma pílula diária de fexaramine por cinco semanas para camundongos obesos, os ratos deixaram de ganhar peso, perderam gordura e ficaram com níveis mais baixos de açúcar no sangue e colesterol do que os camundongos que não receberam o medicamento. Além disso, os ratos tiveram um aumento da temperatura do corpo, o que sinaliza um aumento na taxa de metabolismo.
A
té mesmo a colônia de bactérias nos intestinos dos ratos mudou quando eles receberam a droga, embora o significado dessas mudanças ainda não esteja 100% claro.

Por que fexaramine funciona melhor do que os outros remédios?
De acordo com Evans, a resposta ara essa pergunta tem muito a ver com a ordem natural em que vias moleculares do corpo normalmente respondem a uma refeição.
“A resposta do corpo a uma refeição é como uma corrida de revezamento, e se você disser a todos os corredores para irem ao mesmo tempo, você nunca vai passar o bastão”, diz Evans. Dessa forma, o fexaramine é o resultado de um esforço de pesquisa que descobriu como acionar o “primeiro corredor” a fim de fazer com que o resto dos eventos aconteça em uma ordem natural.

Como o fexaramine não chega na corrente sanguínea, é provavelmente mais seguro em humanos do que outros remédios para emagrecer que também tem como alvo a FXR.

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Os pesquisadores já estão trabalhando para criar testes clínicos em humanos e verificar a eficácia do fexaramine para tratar a obesidade e doenças metabólicas. O ideal é que o remédio seja administrado sob a orientação de um médico e acompanhado de um trabalho em conjunto com dieta e mudança de estilo de vida – algo semelhante ao acompanhamento de cirurgias de perda de peso ou outras remédios para emagrecer ou controlar diabetes. [medicalxpress]
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